Economia

Lula admite possibilidade de importar arroz e feijão após chuvas no RS

Presidente comentava os efeitos das chuvas no Rio Grande do Sul na produção de grãos do Brasil

Foto de prato de arroz, ao lado de prato com laranja e com um prato de feijão ao fundo.
Objetivo é controlar o aumento de preços | Foto: Freepik

Indagado sobre os efeitos que as chuvas no Rio Grande do Sul poderão ter na produção de grãos do Brasil, durante sua participação ao vivo no programa “Bom Dia, Presidente”, transmitido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC) nesta terça-feira, 7 de maio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a necessidade de estimular o cultivo de arroz em outros estados, independentemente da atual crise climática, e admitiu a possibilidade de o Brasil ter que importar grãos para compensar as perdas.

“Agora com a chuva, eu acho que nós atrasamos de vez a colheita do Rio Grande do Sul. Portanto, se for o caso, para equilibrar a produção, a gente vai ter que importar arroz. A gente vai ter que importar feijão. A gente vai ter que importar feijão para que a gente coloque na mesa do povo brasileiro um preço compatível com aquilo que ele ganha”, adiantou Lula.

O presidente comentou sobre a necessidade de financiamento da produção de grãos em estados como a Bahia para reduzir o preço do arroz e do feijão para a população brasileira. “Eu agora estou numa briga para abaixar o preço do feijão e do arroz. Porque está caro e, com essa chuva no Rio Grande do Sul, possivelmente encareça mais. A Bahia precisa plantar arroz, precisamos financiar produção de arroz nos outros estados que não tenham hábito de plantar arroz. Porque, se tem uma coisa que não pode estar caro é o arroz e o feijão. E para quem gosta de carne, um pedacinho de carne”, afirmou.

Exportações

Para o presidente, apoiar a tecnologia no agroindústria é um fator indispensável para o desenvolvimento do país.

“A gente sabe o valor que a genética tem na criação do nosso boi, do nosso frango, do nosso carneiro, do nosso porco. A gente sabe o quanto de tecnologia tem no grão de soja. A gente valoriza isso muito. Não é trocar a agricultura pela indústria. É fazer os dois crescerem. O Brasil precisa dos dois. O Brasil precisa continuar sendo um grande produtor agrícola, exportar o que o mundo precisa comer. Nós temos 735 milhões de seres humanos que vão dormir toda noite sem ter o que comer. E o Brasil produz comida. Portanto, o Brasil tem que produzir mais, exportar mais, e nós vamos garantir que isso aconteça”, assegurou.

Fonte: Palácio do Planalto