Nesta semana, o preço do gado gordo permaneceu estável no Rio Grande do Sul, refletindo a baixa demanda por carne no mercado. Como resultado, muitos frigoríficos operam com escalas confortáveis, mas enfrentam desafios no escoamento da produção, conforme o levantamento semanal feito pelo Núcleo de Estudos em Sistemas de Produção de Bovinos de Corte e Cadeia Produtiva (Nespro).
Já o mercado do gado de reposição apresentou variações ao longo da semana. O destaque ficou para os preços dos terneiros, que tiveram uma significativa valorização, estimulando os produtores a investirem na pecuária.
O preço da terneira diminuiu 1,2%. O do terneiro, porém, aumentou 6,0%. A cotação da novilha teve alta de 1,55%. Já o preço do novilho aumentou 3,8%, segundo o Nespro, grupo de pesquisa filiado à Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs).
Mercado morno
A mesma situação foi observada no restante do País. O mercado segue morno e muitos pecuaristas têm optado por adiar vendas para depois do Carnaval, conforme o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP. Os frigoríficos seguem pressionando as cotações, mas pagam os valores máximos do intervalo de preços já vigente quando recebem oferta de lotes grandes.
As escalas estão por volta de uma semana em várias plantas de abate, enquanto outras alongam a programação com lotes de contrato, mantendo espaço para encaixes com compras spot. Os preços da carne no atacado da Grande SP pararam de cair, conforme o Cepea. Na quarta-feira, predominou a estabilidade.