As cotações futuras da soja negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) operam com leves quedas na manhã desta sexta-feira (06). As principais posições da commodity exibiam quedas entre 0,75 e 1,50 pontos por volta das 07h50 (horário de Brasília). O vencimento janeiro/25 trabalhava a US$ 9,93 por bushel.
Conforme reforçam os analistas internacionais, o mercado voltou a cair após subir quase 1% no dia anterior. Ontem, os preços encontraram suporte na demanda.
Contudo, o mercado ainda sente a pressão de uma grande safra nos Estados Unidos e uma produção com excelente potencial na América do Sul. Embora, os traders estejam olhando o La Niña e os efeitos que o evento climático pode trazer para a safra de soja da Argentina.
Paralelamente, segue em pauta a possibilidade de os EUA aplicarem novas tarifas contra outros países, como a China. Desde a reeleição de Donald Trump, o mercado tem acompanhado de perto essa situação.
Mercado do milho
Na contramão da soja, os futuros do milho exibem leves altas na manhã desta sexta-feira em Chicago. Perto das 07h53 (horário de Brasília), os vencimentos do cereal registravam ganhos entre 0,50 e 1,00 pontos. O dezembro/24 trabalhava a US$ 4,27 por bushel.
Apesar do mercado tentar dar continuidade ao movimento positivo, a colheita quase recorde nos EUA e as condições favoráveis na América do Sul ainda pressionam os preços.
Além disso, os investidores permanecem focados na demanda e na produção de etanol nos EUA.
Mercado do trigo
Em Chicago, os futuros do trigo acompanham as perdas da soja e também recuam na manhã desta sexta-feira. Assim, às 07h59 (horário de Brasília), os preços registravam quedas entre 2,50 e 2,75 pontos. O março/25 era cotado a US$ 5,55 por bushel.
O mercado do trigo recua após encerrar o pregão anterior com altas entre 8,75 e 10,00 pontos. Porém, os traders ainda acompanham as condições da safra dos EUA, além do fortalecimento do dólar norte-americano que gerou preocupações sobre a demanda para exportação.