
A semeadura da soja alcança 93% da área projetada para o Rio Grande do Sul, para a Safra 2025/2026, que é de 6.742.236 hectares e produtividade média de 3.180 kg/ha. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar na terça-feira (30/12), houve uma desaceleração significativa do plantio, em função da recorrência de precipitações volumosas e dos curtos intervalos de tempo seco, que não permitiram a adequada redução da umidade do solo para a operação das semeadoras.
A maior parte das áreas (93%) encontra-se em fase vegetativa, e inicia o florescimento das lavouras de soja mais precoces (7%). As lavouras de soja implantadas no início do período apresentam elevado vigor vegetativo, resultado da combinação de disponibilidade hídrica e temperaturas elevadas e radiação solar satisfatória.
As melhores lavouras estão implantadas em solos bem estruturados, onde há maior teor de matéria orgânica e cobertura vegetal adequada, as quais favorecem a infiltração e o armazenamento de água. Já nos cultivos implantados em solos mais compactados ou com menor cobertura, são observadas ocorrências de erosão laminar e em sulcos, em especial em lavouras em fase de emergência. Em semeaduras realizadas sob condições menos favoráveis de umidade, especialmente após períodos de déficit hídrico seguidos por chuvas intensas, foram registrados casos de desuniformidade de emergência, falhas de estande e necessidade pontual de replantio.
Em algumas áreas, especialmente no Noroeste do RS, os elevados acumulados pluviométricos de dezembro superaram a média histórica, e houve danos à infraestrutura rural e às estradas vicinais, bem como alagamentos pontuais em lavouras localizadas em áreas ribeirinhas e de relevo mais baixo, além de erosão mais significativa em coxilhas mal conservadas.
Fonte: Seapi
