Agricultura

Impacto da greve na fiscalização agropecuária da área vegetal soma R$ 42 milhões

09/12/2019
Impacto da greve na fiscalização agropecuária da área vegetal soma R$ 42 milhões

Posto de divisa de Vacaria, onde as atividades estão 100% paradas - Foto: Carlos Roani

Impacto da greve na fiscalização agropecuária da área vegetal soma R$ 42 milhões

Balanço referente aos dez primeiros dias de greve da fiscalização agropecuária mostra impacto econômico de R$ 42,295 milhões só na área vegetal. De acordo com dados levantados pela Associação dos Fiscais Agropecuários do Rio Grande do Sul (Afagro), no acumulado deste período deixaram de ser emitidas 630 Permissões de Trânsito Vegetal (PTV), documento necessário para transportar cargas de maçã, citros, sementes e mudas de flores para fora do Rio Grande do Sul. Também não foram emitidas 483 Guias de Livre Trânsito (GLT), documento que deve acompanhar os caminhões que transportam derivados de uva e vinho a granel fora e dentro do Estado.

Os fiscais estaduais agropecuários são os responsáveis pela emissão das PTVs e das GLTs. Segundo a engenheira agrônoma e fiscal estadual agropecuária Liese de Vargas Pereira, diretora da Afagro, a área vegetal registra grande adesão à mobilização dos servidores do Estado. A dirigente registra que, desde o início da greve, somente casos pontuais estão sendo atendidos por meio de liminar judicial. No que diz respeito às GLT que não foram emitidas, o prejuízo financeiro soma R$ 28.225.554,00 em valores que deixaram de circular na economia do Rio Grande do Sul. No caso das PTV, o impacto econômico é de R$ 14.069.790,00.

Estes números mostram que o trabalho da fiscalização agropecuária resulta no ingresso de importantes divisas para a geração de riqueza no Estado, além de garantir a segurança alimentar de todos os consumidores do Estado. O levantamento refere-se ao período de 26/11 a 5/12. O cálculo foi feito considerando o valor médio de 2018, a partir das notas fiscais para as cargas deste tipo.

PTV e GLT: Os produtos de origem vegetal podem veicular doenças ou pragas regulamentadas que ocorrem no RS e, por este motivo, existe um controle oficial deste trânsito. Para evitar riscos de disseminação para outros estados, é exigido a Permissão de Trânsito Vegetal (PTV).  Da mesma forma no caso dos produtos derivados da uva e do vinho transportados a granel, que para circular dentro e fora do Estado precisam da Guia de Livre Trânsito (GLT).

Resumo:

Documento que não foi emitido

Número de cargas

Valor médio da carga

Valor que deixou de ser comercializado

PTV

630

R$ 22.333,00

R$ 14.069.790,00

GLT

483

R$ 58.438,00

R$ 28.225.554,00

Total

R$ 42.295.344,00

 

PTV

• 630 cargas de produtos de origem vegetal impossibilitadas de serem comercializadas para fora do RS devido à não emissão das Permissões de Trânsito Vegetal (PTV)

• R$ 22.333,00 que NÃO ingressaram no Estado e NÃO estão circulando na economia

•PTV – Valor médio carga: R$ 22.333,00

 

GLT

• 483 cargas de produtos de origem vegetal impossibilitadas de serem comercializadas dentro e fora do RS devido à não emissão das Guias de Livre Trânsito (GLT) para produtos derivados da uva e do vinho transportados a granel

• R$ 58.438,00 que NÃO estão circulando na economia do Estado

• GLT - Valor médio carga: R$ 58.438,00

 

Total: R$ 42.295.344,00 – valor que deixou de ingressar no RS

Período: primeiros 10 dias de greve – acumulado de 26/11 a 5/12
 

Sobre a greve:

Desde terça-feira(26/11) os fiscais estaduais agropecuários estão em greve juntamente com outras categorias ligadas à Secretaria da Agricultura, entre elas os técnicos agrícolas e os analistas agropecuários e florestais, representadas pela Agefa e Assagra, além dos servidores da área administrativa e os da antiga Caixa Estadual. Também fazem parte da greve unificada servidores de outras áreas,como Saúde, Cultura e Planejamento, entre outras categorias ligadas ao Sintergs, Sindsepe e Sindicaixa. O atraso e o parcelamento dos salários há 48 meses e a falta de reposição salarial há 5 anos motivam a greve, além do pacote do governo do Estado que retira direitos e reduz indiretamente a remuneração dos servidores públicos que se juntaram ao Cpers para formar a Frente dos Servidores Públicos (FSP).

Redação Destaque Rural
Publicado por Redação Destaque Rural

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