"A irrigação fez nosso negócio crescer"

A Região da grande Uberlândia, no Triângulo Mineiro, é um importante polo cafeeiro no Brasil. Devido às suas condições climáticas, a forma mais segura de conduzir uma lavoura de café é utilizando irrigação. Isto porque o sistema de chuvas é irregular e muitas vezes acontecem estiagens em períodos considerados críticos no processo de desenvolvimento da planta.

Quando a família Mundim, estabelecida em Monte Carmelo/MG, decidiu diversificar as atividades acrescentando a produção de café, já iniciou o plantio das mudas com o sistema de irrigação por gotejamento, utilizando inclusive os equipamentos com controle à distância. Na época, eram 17 ha e segundo Wladimir, um dos irmãos da sociedade e que faz a gestão agronômica, esta opção foi também para produzir um produto de mais qualidade, que entrasse na qualificação de café do Cerrado, denominação que agrega valor na hora da comercialização.

Para Mundim, se não tem irrigação a produção média é de 30 sacas por ha contra 50 a 60 quando irriga. “É uma diferença que paga todo o investimento feito e dá segurança ao produtor, porque evita perdas em caso de estiagem”, afirma ele. O gestor diz ainda que usando esta tecnologia se antecipa entre um ano e um ano e meio a produção da lavoura, mostrando que os ganhos são bem consideráveis. “No primeiro ano, cheguei a colher 70 sacas por hectare”, afirma.

Hoje, a família gerencia três propriedades que ao todo somam 120 ha de café, um crescimento possível por conta do uso da irrigação. “Os ganhos a mais que fomos tendo, nos permitiu ter renda para adquirir equipamento tanto para o café quanto para a pecuária que é uma atividade que mantemos no sistema das fazendas”. 

Fertirrigação – Uma das vantagens do uso de sistemas de irrigação por gotejamento é que através dele é possível fazer o processo de nutrição e de alguns tratos culturais da planta. Mundim diz que realiza toda a nutrição e defensivos do solo através da irrigação, fornecendo os nutrientes que a lavoura precisa, de forma programada, no horário mais adequado. “São 250 a 320 fertilizações ao ano, o que me traz um aproveitamento de 100% do nitrogênio aplicado”, explica o gestor.  Com isto ele ganha tempo e reduz custos. “Não tenho desperdício de adubo que pode cair longe da planta, por exemplo, e, ainda, reduzo o uso de trator para fazer estas operações de cuidados com a lavoura. Ao final, somando tudo, é um ganho substancial que nenhum outro sistema me daria, por isto eu acredito demais na irrigação” finaliza.

 Fonte: Rivulis 

Redação Destaque Rural
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