Setor sucroenergético precisa melhorar a comunicação com a sociedade, afirmam lideranças

Segmento tem que mostrar os reais benefícios socioambientais e econômicos que gera e que na maioria das vezes passam despercebidos pela população

O setor sucroenergético precisa melhorar a comunicação com a sociedade, a fim de mostrar os reais benefícios socioambientais e econômicos que gera e que na maioria das vezes passam despercebidos pela população, afirmaram as principais lideranças do segmento, entre as quais o presidente do Fórum Nacional Sucroenergético, André Rocha, em painel na 19a. Conferência Internacional DATAGRO sobre Açúcar e Etanol, nesta terça-feira (29), em São Paulo (SP). 

Com posicionamento similar, o presidente do Siamig, Mário Campos Filho, lembrou que o setor sabe razoavelmente se comunicar institucionalmente, para dentro, mas peca na comunicação com a Opinião Pública em geral. “O segmento sucroenergético está no dia a dia das pessoas, mas não é percebido e, quando o é, é visto de modo negativo”, acrescentou, salientando que a reversão deste quadro passa por investimentos em comunicação. 

Campos Filho pontuou, por exemplo, que o setor sucroenergético poderia, por exemplo, destacar atributos positivos que têm, que são bem valorizados pela sociedade, mas não relacionados ao segmento, como sustentabilidade e geração de emprego.

Roberto Hollanda, presidente da Biosul – MS, recordou que, querendo ou não, o setor tem um déficit de credibilidade junto à sociedade. “Nossa comunicação precisa ser perene. Já fizemos coisas boas, avançamos, mas depois recuamos. Precisamos ser constantes”, acentuou Pedro Robério de Melo Nogueira, presidente do Sindaçúcar – AL.

Ao final do painel, o presidente da DATAGRO, Plínio Nastari, usou como exemplo de falta de comunicação do setor a questão da eletrificação da frota. Segundo ele, o setor não está sabendo comunicar os benefícios dos biocombustíveis provenientes de biomassa – que são eficientes do ponto de vista energético, mais ambientalmente corretos do que os elétricos à bateria, considerando o conceito de poço à roda -, e por isso está perdendo a guerra da comunicação. 

Fonte: DATAGRO

Redação Destaque Rural
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