Agricultura

Custos da soja e do milho apresentam variação no início da safra

"O preço a gente não controla, mas uma boa parte dos custos sim"

O economista Antônio da Luz ressalta a importância de ter planejamento e consultoria, para garantir maiores rendimentos. Ele alerta que, nem sempre, aumentar a produtividade significa que os lucros serão maiores.

 

A Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS) apresentou uma atualização dos dados dos custos de produção das safras de soja e milho 2019/2020. A entidade já havia divulgado estudo no mês de junho. Em relação à primeira estimativa, ocorreu um aumento de custo total da soja de 2,5% e de 2,2% no desembolso. Já no caso do milho, o aumento foi de 2,02% no custo total e 1,58% no desembolso. O estudo chegou a um valor estimado de milho de R$ 4.676,61 por hectare (9,5 mil quilos por hectare de produtividade), com o custo médio por saco de R$ 29,23. Já na soja é de R$ 3.473,00 por hectare (3,6 mil quilos de produtividade considerada), sendo que o custo médio por saco de 60 quilos ficou em R$ 57,88.

Comparando os custos de produção com os preços ofertados no mercado, no caso do milho, o valor está levemente acima do praticado na primeira semana de outubro de 2018, ou seja, 0,19% superior. Em relação a soja, o preço está inferior em 1,33%, com o preço ao produtor está praticamente no mesmo patamar de 2018 se comparado com os preços de outubro de 2019. Apesar do aumento de custo da ordem de 7%, que vai impactar no resultado para os produtores, ainda assim o resultado esperado é de uma margem positiva de R$ 1.019,80 por hectare no caso da soja e de R$ 427,39 por hectare para o milho.

O estudo da FecoAgro/RS indica que do início do plantio até a colheita muitas mudanças conjunturais podem acontecer em termos de clima, cambio, tamanho da safra, oscilação das cotações no mercado, questões econômicas e políticas. A recomendação da entidade é que os produtores precisam ficar atentos às oportunidades de mercado, no controle de custo, nos contratos futuros que, em muitas vezes, tem indicativo de viés de preços mais elevados que no período de plantio da lavoura e formação do custo.

Os custos do trigo também foram atualizados. Segundo a FecoAgro/RS, em relação à estimativa passada a variação foi de 0,85% para o custo total e 0,94% para o desembolso. A base de dados do levantamento são as informações repassadas pelas cooperativas filiadas. A entidade ressalta que o estudo dos custos trata-se de uma referência, pois cada produtor em função das suas condições em termos de fertilidade do solo, manejo, uso de insumos, tem seu custo real de produção.

Segundo o presidente da FecoAgro/RS, Paulo Pires, o custo de produção subiu um pouco últimos 60 dias, mas, em compensação, a rentabilidade registrou leve aumento porque os valores, principalmente os preços futuros da soja aumentaram. "Existem contratos para o produtor a preços melhores do que aqueles que estavam sendo praticados da última vez que divulgamos esta análise. No milho foi a mesma coisa. O milho é uma cultura estabelecida que muitos lugares do Rio Grande do Sul já foi aplicado uréia, que se desenvolve com a cultura estabelecida e consolidada, e estamos caminhando aí até o momento com desenvolvimento muito bom do milho no Rio Grande do Sul", salienta, lembrando que cerca de 60% do milho já foi plantado no Rio Grande do Sul.

Sobre a soja, Pires reforça que o plantio da cultura já iniciou nesta semana, como foi previsto pelas cooperativas agropecuárias. "Fim de semana choveu e na semana passada tivemos chuvas bastante expressivas no Rio Grande do Sul e agora se iniciou o plantio dessa importante cultura", destaca, reforçando que nesta sexta-feira, dia 11 de outubro, ocorrerá o lançamento oficial do plantio da soja no Rio Grande do Sul em cerimônia que será realizada no município de Júlio de Castilhos.

Fonte: AgroEffective

Redação Destaque Rural
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