Melão: safra 2019/20 aumenta disponibilidade de nobres

Os melões nobres (aromáticos) são produzidos, principalmente, durante a campanha de exportação do Rio Grande do Norte/Ceará – o que não foi diferente neste ano. A colheita dessas variedades começou a aumentar entre agosto e setembro na região e, apesar de voltadas ao comércio internacional, parte destas frutas também foi destinada ao mercado doméstico.

Como resultado, a disponibilidade interna dos nobres aumentou em setembro, fazendo com que eles se desvalorizassem nos atacados. Na Ceagesp, por exemplo, o orange foi comercializado por R$ 15,25/cx de 6 kg em setembro, valor 20% menor frente ao mês anterior. O cantaloupe e o gália, do mesmo modo, tiveram recuo nos preços (de 18% e 15%, respectivamente, na mesma comparação).

Segundo agentes consultados pelo Hortifruti/Cepea, além de a maior oferta pressionar as cotações, os nobres foram prejudicados pela menor vida útil, fazendo com que atacadistas precisassem vender as frutas de forma mais rápida – este cenário foi ainda mais limitante para o cantaloupe. Para as próximas semanas, as maiores temperaturas da primavera/verão podem impulsionar o consumo, possibilitando um maior escoamento dos melões nobres e, até mesmo, um aumento das cotações.

Como andam as exportações? – Setembro registrou aumento significativo das exportações brasileiras de melão quando comparado ao mês anterior (com volume cinco vezes maior, segundo a Secex). Contudo, a quantidade ainda esteve abaixo do registrado nas safras anteriores, quando apresentavam média próxima (ou até superior) a 30 mil toneladas no período. Este cenário pode estar relacionado aos plantios mais modestos no começo da safra no Rio Grande do Norte/Ceará, visto que houve dificuldade nas negociações dos contratos internacionais.

Fonte: Cepea/Hortifruti

Redação Destaque Rural
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