Melão: Agosto é marcado pelo início das exportações

Agosto foi marcado pelo início das exportações brasileiras de melão, mas com atraso por parte de alguns produtores do Rio Grande do Norte/Ceará. O cenário esteve relacionado às maiores dificuldades nas negociações dos contratos internacionais neste ano (já que importadores temiam que a elevada oferta do ano passado se repetisse).

Além disso, houve receio de parte dos produtores em cultivar a fruta com chuvas atípicas na região, que se estenderam até meados de junho e julho. Segundo a Secex (Secretaria de Comércio Exterior), em agosto/19, o volume embarcado de melão foi de apenas 4,27 mil toneladas, valor 6% inferior ao do mesmo mês de 2018 – que já havia sido marcado por grande redução do volume, por conta da alta oferta na Europa.

Para os próximos meses, contudo, a expectativa é de bons embarques internacionais. Como o mercado interno continua enfraquecido e o dólar valorizado, a tendência é de que os produtores do Rio Grande do Norte/Ceará priorizem o mercado externo nesta campanha – com quase 90% de algumas produções sendo destinada às exportações.

Além disso, os custos estimados de produção têm aumentado há anos (devido às embalagens, insumos agrícolas e frete), o que torna o comércio nacional cada vez menos atrativo, de acordo com agentes consultados pelo Hortifruti/Cepea.

Vale ressaltar que, além dos embarques para a Europa – que devem ser favoráveis nos próximos meses, devido à expectativa de não sobreposição entre a campanha espanhola e brasileira –, o melão brasileiro tem ganhado participação em outros mercados internacionais, como países do Oriente Médio e Ásia. Em agosto/19, os envios aumentaram 35% para estes destinos.

Fonte: Cepea/Hortifruti

Redação Destaque Rural
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