Contribuição da agropecuária diminui impacto dos alimentos na inflação de agosto

De acordo com análise da CNA, sem a queda de 0,84% nos preços dos alimentos consumidos em casa, indicador teria sido mais que o dobro

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de agosto de 2019, divulgado na última sexta-feira (06) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), teve alta de 0,11%.

Segundo avaliação da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), sem a queda de 0,84% nos preços dos alimentos consumidos em casa no mês passado, o IPCA de agosto teria sido mais que o dobro, alcançando 0,24%.

“Essa queda de preços impactou o resultado de agosto em -0,13 pontos percentuais. Ou seja, sem essa contribuição da agropecuária garantindo preços menores aos consumidores, o IPCA mensal teria sido de +0,24%, e não apenas +0,11%”, explica o assessor técnico do Núcleo Econômico da CNA, Paulo André Camuri.

De acordo com o Comunicado Técnico da CNA, nos últimos 12 meses, o índice de inflação subiu de 3,22% em julho para 3,43% em agosto. “O resultado ainda está dentro da meta de inflação de 4,25% para 2019, com margens inferior e superior de 1,5 p.p.”.

Os alimentos que mais caíram de preço em agosto foram o tomate (-24,49%), a batata-inglesa (-9,11%), tubérculos, raízes e legumes (-10,68%), hortaliças e verduras (-6,53%) e carnes (-0,75%).

Segundo o documento da CNA, apesar da queda média dos preços dos alimentos consumidos no domicílio, alguns produtos observaram altas significativas no período, principalmente frutas (2,14%) e cebola (7,05%).

Fonte: DATAGRO

Redação Destaque Rural
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