Acúmulo de horas de frio deste inverno não preocupa mais os fruticultores da Serra Gaúcha

Esta segunda-feira (19/08) é mais um dia que amanheceu com baixas temperaturas na Serra. A ausência do frio, que demorou para chegar neste inverno e vinha preocupando muito os fruticultores, que retardaram ao máximo a prática da poda seca, agora não é mais problema. As ondas de frio ocorridas em julho e agosto fazem com que a quantidade de horas de frio necessárias para as frutíferas já esteja bem próxima da média neste ano. 

Na região colonial da Serra Gaúcha, a média histórica de horas de frio abaixo de 7,2ºC, de acordo com medição feita pela Embrapa Uva e Vinho de Bento Gonçalves, onde está instalada uma estação meteorológica, é de 409 horas por ano. 

O engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar, Enio Ângelo Todeschini, explica que a redução das temperaturas e o comprimento dos dias (horas de luz) do outono induzem as plantas das principais espécies de frutíferas de clima temperado cultivadas na Serra - macieira, parreira, pessegueiro, pereira, caquizeiro, ameixeira, figueiro, kiwizeiro, mirtileiro e amoreira ? à dormência, perdendo as folhas justamente para suportar e sobreviver aos rigores do inverno. "Ao mesmo tempo, o frio é fator indispensável para a superação dessa dormência no início da primavera, no intuito de garantir uma brotação regular, uniforme e vigorosa das gemas foliares e floríferas", pontua. 

Todeschini lembra que até o final de junho o inverno trazia preocupações aos fruticultores, com um acúmulo de horas de frio (50h) equivalente a um terço da média histórica para o período. "Já havia plantas florescendo/frutificando e brotando", afirma. 

Porém, nos meses de julho e agosto esse panorama mudou completamente. As duas massas de ar frio que ocorreram em julho e que vêm se repetindo sucessivamente em agosto fazem com que o total de horas de frio até o momento, faltando pouco mais de 30 dias para o término do inverno, já se aproxime da média histórica para a região. "Com o frio, as plantas se mantiveram na dormência, reduzindo a preocupação dos fruticultores de geadas tardias causarem danos e prejuízos à fruticultura. Eles também estão podendo realizar a poda seca de produção, que foi postergada ao máximo, pois contribui no processo de florescimento e brotação", avalia. 

Conforme Todeschini, diante deste panorama, a perspectiva é de uma safra de volumes dentro da média histórica e de alta qualidade das frutas.

Fonte: Emater/RS

Redação Destaque Rural
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