Agronegócio

Com chuvas no Meio-Oeste, preços recuam mais de 1% nesta 2ª na CBOT

Destaque Rural

As cotações futuras da soja negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) finalizaram a sessão desta segunda-feira (19) com quedas de mais de 13 pontos nas principais posições, uma desvalorização de mais de 1%. Já no milho, os vencimentos exibiram perdas de mais de 5 pontos.

Conforme informações reportadas pela Reuters Internacional, as cotações das duas commodities foram pressionadas negativamente pelas chuvas registradas em algumas regiões secas do Meio-Oeste norte-americano ao longo do final de semana. As precipitações foram observadas em Minnesota, sul de Iowa, oeste de Missouri e leste do Kansas, junto com partes de Illinois, Indiana e Ohio.

"A chuva superou as expectativas na maioria das áreas, particularmente no oeste Centro-Oeste, melhorando as condições para o milho e crescimento da soja", disse a empresa de tecnologia espacial Maxar em nota aos clientes.

As chuvas do final de semana, juntamente com as previsões de mais precipitações para essa semana devem beneficiar o desenvolvimento das lavouras. "Então, hoje é sobre tirar o prêmio de risco do mercado", disse Don Roose, presidente da US Commodities, com sede em Iowa.

Os participantes do mercado ainda aguardam as informações sobre a safra norte-americana. No final da tarde de hoje, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulga seu relatório semanal de acompanhamento de safras. A expectativa é que o órgão mantenha em 57%, o índice de lavouras de milho em boas ou excelentes condições e, na soja, o índice deve permanecer em 54%.

Também essa semana, o mercado irá observar os números do Crop Tour Pro Farmer. A expedição irá percorrer os principais estados produtores de soja e milho nos EUA nos próximos dias.

Outro fator que segue no radar dos investidores é a guerra comercial entre Estados Unidos e China. "Em meio às disputas comerciais entre os EUA e a China, estoques elevados e a expectativa de uma alta safra sul-americana, muitos participantes do mercado não veem razão para acreditar em qualquer recuperação dos preços", disse o Commerzbank em nota.

Ainda ontem, o presidente norte-americano, Donald Trump, disse que não o país ainda não está pronto para um acordo comercial com Pequim.

Publicado por Fernanda Custódio

Formada em Comunicação Social pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas). Trabalha há mais de 6 anos com produção de conteúdos jornalísticos para o agronegócio.

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