Agronegócio

Soja e milho registram nova queda na CBOT nesta 4ª feira

Destaque Rural

A quarta-feira (14) foi negativa aos preços da soja e do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais posições da oleaginosa recuaram mais de 10 pontos e, no cereal, as perdas ficaram em mais de 6 pontos.

"Os futuros do milho norte-americano caíram nesta quarta-feira, o terceiro dia consecutivo de perdas, mas o mercado encontrou apoio após as recentes vendas massivas registradas na segunda e na terça-feira", disseram traders à Reuters Internacional.

O aumento surpresa na safra dos EUA, na temporada 2019/20, de 353,09 milhões de toneladas, indicado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) ainda pairou sobre o mercado nesta quarta-feira. Nos últimos dois dias, as cotações caíram 9,9%.

"Acho que estamos no encalço", disse Bill Gentry, diretor administrativo de consultoria agrícola da Risk Management Commodities. "Eu não sou real otimista, mas não vejo uma razão real para fazer novos contratos baixos. Acho que, por enquanto, mudamos de um mercado fundamental para um mercado técnico".

Já no caso da soja, as atenções estão voltadas para a guerra comercial entre Estados Unidos e China. O governo norte-americano reportou nesta terça-feira que irá adiar as novas tarifas impostas à nação asiática, que entrariam em vigor a partir de 1º de setembro.

Além disso, os participantes do mercado ainda observam o declínio do peso na Argentina, ligada ao aumento dos temores de um retorno às políticas populistas, informou a Reuters.

"Isso torna mais atraente para os fornecedores argentinos embarcarem para os mercados internacionais porque aumenta seus retornos em pesos domésticos quando negociados em produtos com preços em dólares", disse o Commerzbank em uma nota de mercado. "No entanto, muitos participantes do mercado estão esperando para ver se a moeda vai desvalorizar ainda mais".

Publicado por Fernanda Custódio

Formada em Comunicação Social pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas). Trabalha há mais de 6 anos com produção de conteúdos jornalísticos para o agronegócio.

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