Agricultura

Soja: USDA reduz safra dos EUA para 100 mi de toneladas

Destaque Rural

Nesta segunda-feira (12), o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou seu relatório mensal de oferta e demanda dos EUA e mundial. Os participantes do mercado aguardam ansiosamente pelas informações do órgão.

Para a soja, o USDA estimou a safra norte-americana, da temporada 2019/20, em 100,1 milhões de toneladas. O número ficou abaixo do indicado no relatório de julho, de 104,64 milhões de toneladas. A estimativa média dos investidores estava em 102,96 milhões de toneladas.

Os estoques finais de soja dos EUA passaram de 21,63 milhões para 20,54 milhões de toneladas. Os investidores estimavam os estoques em 22,26 milhões de toneladas.

A safra global de soja foi projetada pelo departamento em 341,83 milhões de toneladas e os estoques finais em 101,74 milhões de toneladas. Em julho, os números eram de 347,04 milhões de toneladas e 104,53 milhões de toneladas, respectivamente.

Para o Brasil, o USDA manteve a sua projeção em 123 milhões de toneladas para a safra. Já os estoques finais da temporada 2019/20 recuaram de 27,45 milhões para 27,35 milhões de toneladas.

Do mesmo modo, a produção de soja da Argentina foi mantida em 53 milhões de toneladas. Os estoques finais do grão apresentaram aumento, passando de 26,20 milhões para 27,20 milhões de toneladas.

Milho

Na contramão do esperado pelos investidores, o USDA revisou para cima a projeção para a safra norte-americana de milho no ciclo 2019/20. A estimativa subiu de 352,44 milhões para 353,09 milhões de toneladas. Os estoques finais do cereal no país passaram de 51,07 milhões para 55,40 milhões de toneladas.

Já a produção global de milho subiu de 1.105,14 bilhão de toneladas para 1.108,24 bilhão de toneladas. Os estoques finais mundiais passaram de 298,92 milhões para 307,72 milhões de toneladas.

A produção brasileira foi mantida em 101 milhões de toneladas e os estoques finais permaneceram em 6,31 milhões de toneladas do grão.

Na Argentina, a produção também foi mantida em 50 milhões de toneladas. Os estoques do cereal passaram de 6,09 milhões para 5,59 milhões de toneladas.

Publicado por Fernanda Custódio

Formada em Comunicação Social pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas). Trabalha há mais de 6 anos com produção de conteúdos jornalísticos para o agronegócio.

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