Com melhora na condição da safra nos EUA, preços do milho recuam na CBOT

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O pregão desta terça-feira (30) foi negativo aos preços do milho e da soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais posições do cereal recuaram mais de 6 pontos e, no caso da oleaginosa, as desvalorizações ultrapassaram os 9 pontos.

Segundo informações da Reuters Internacional, as cotações futuras do milho foram pressionadas negativamente pela melhora no índice de lavouras em boas ou excelentes condições no país. Ainda no final da tarde desta segunda-feira, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que 58% das plantações do cereal apresentavam boas condições.

Na semana anterior, o índice estava em 57% e, apesar da melhora, o número segue bem abaixo do observado no mesmo período do ano anterior, de 72%. O USDA ainda apontou que 30% das plantações registram condições medianas e 12% registram condições ruins ou muito ruins.

"Os participantes do mercado estão preocupados com o tamanho e a condição da safra após as fortes chuvas terem causado atrasos de plantio sem precedentes nesta primavera. Eles estão aguardando o relatório de oferta e demanda do USDA, que será reportado no dia 12 de agosto, com as atualizações sobre as áreas plantadas com milho e soja na safra 2019/20", destacou a Reuters Internacional.

No caso da soja, o USDA manteve em 54%, o índice de lavouras em boas ou excelentes condições no país. Embora os investidores estejam mais focados no andamento das negociações comerciais entre China e Estados Unidos.

As autoridades de ambos os países retomaram as negociações depois da paralisação em maio em uma tentativa de encerrar uma guerra comercial de um ano, marcada por tarifas fixas, mas ainda devem resolver diferenças profundas, mantendo baixas as expectativas para a reunião de dois dias dessa semana. Em seu perfil no Twitter, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que os EUA "ou farão um grande acordo ou nenhum acordo".

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Publicado por Fernanda Custódio

Formada em Comunicação Social pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas). Trabalha há mais de 6 anos com produção de conteúdos jornalísticos para o agronegócio.

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