Demitidos dois novos servidores do Mapa envolvidos na Operação Carne Fraca

Dois auditores fiscais federais agropecuários (affas) de Goiás envolvidos com o recebimento de vantagens indevidas no âmbito da Operação Carne Fraca foram demitidos e tiveram suas aposentadorias cassadas. A decisão foi publicada ontem (24) no Diário Oficial da União e se soma às demissões de outros dois affas do Paraná, publicadas no DOU na última sexta-feira (17).

O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) é totalmente favorável às punições e lembra que as denúncias partiram do sindicato a partir do ano de 2010 junto à Superintendência Federal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Paraná e, logo depois, junto ao órgão central do Mapa. Em 2014, o assunto foi repassado, também pelo Anffa Sindical, para a Polícia Federal, culminando com a Operação Carne Fraca em 2017.

Foram presas e conduzidas coercitivamente mais de 60 pessoas, das quais 33 eram funcionários públicos e o restante era da iniciativa privada. Dentre os servidores, havia 16 auditores fiscais federais agropecuários, alguns dos quais já foram inocentados e outros, punidos.

O Anffa Sindical continua trabalhando na identificação de novos casos e coopera com as autoridades competentes para retirar servidores que cometam irregularidades do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Sobre os Auditores Fiscais Federais Agropecuários

O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) é a entidade representativa dos integrantes da carreira de Auditor Fiscal Federal Agropecuário. Os profissionais são engenheiros agrônomos, farmacêuticos, químicos, médicos veterinários e zootecnistas que exercem suas funções para garantir qualidade de vida, saúde e segurança alimentar para as famílias brasileiras. Atualmente existem 2,7 mil fiscais na ativa, que atuam nas áreas de auditoria e fiscalização, desde a fabricação de insumos, como vacinas, rações, sementes, fertilizantes, agrotóxicos etc., até o produto final, como sucos, refrigerantes, bebidas alcoólicas, produtos vegetais (arroz, feijão, óleos, azeites etc.), laticínios, ovos, méis e carnes. Os profissionais também estão nos campos, nas agroindústrias, nas instituições de pesquisa, nos laboratórios nacionais agropecuários, nos supermercados, nos portos, aeroportos e postos de fronteira, no acompanhamento dos programas agropecuários e nas negociações e relações internacionais do agronegócio. Do campo à mesa, dos pastos aos portos, do agronegócio para o Brasil e para o mundo.

Fonte: Assessoria de Comunicação

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