Hortifruti: Produtores investem em capacitação para garantir produtividade e qualidade

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No Brasil, o setor hortifrutícola produz, em média, 53 milhões de toneladas anuais, das quais entre 3% a 5% são exportadas, segundo relatório elaborado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Assim como em outras culturas, o desafio do produtor rural é se diferenciar e manter a lucratividade em um mercado em que os clientes exigem cada vez mais qualidade, produtos saudáveis e uma produção responsável.

E é através da capacitação que os agricultores conseguem ferramentas para que as culturas expressem todo o seu potencial produtivo. Para auxiliar o produtor, a Corteva Agriscience realizou na última semana uma nova edição do Agronomy Day, focado no setor de hortifrúti, que é um treinamento técnico, de caráter educativo, desenvolvido em parceria pelas áreas de Agronomia, Pesquisa e Desenvolvimento, Marketing e Vendas, na cidade de Mogi Mirim, no interior de São Paulo.

“Nosso objetivo é capacitar o nosso time de vendas e os nossos parceiros e levar soluções para alguns problemas que os produtores enfrentam no dia a dia. É importante que o agricultor saiba o momento certo de cada aplicação na lavoura, como deve ser feita essa aplicação e o porquê utilizar o nosso produto. A Corteva tem um portfólio completo para as culturas da batata e tomate e outros HF’s”, afirma Gabriel Dornelas, Agrônomo de Produtos da Corteva.

Além disso, o especialista ainda destaca a importância do calendário de manejo no setor de hortifrúti. Dornelas explica que, as doenças são bem agressivas e que se não tratadas em caráter preventivo podem reduzir significativamente a produtividade. Esse é o caso da requeima na cultura da batata, com danos que podem resultar em perda total de rendimento em poucos dias.

“A requeima é o principal problema na batata em todas as regiões produtoras e já dizimou muitas lavouras. Atualmente, o produtor tem conseguido conviver com a doença”, explica Dornelas.  

A batata é a hortaliça mais importante cultivada no Brasil, ainda de acordo com a pesquisa realizada pela CNA. Anualmente, são produzidas aproximadamente 3,5 milhões de toneladas em uma área em torno de 128 mil hectares, em 3 safras. Os custos de produção, em média, ficam próximos de R$ 30 mil a R$ 40 mil por hectare.

Já a produção de tomate, outra cultura bastante popular no país, se concentra nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Bahia e Rio de Janeiro, que correspondem a 79% da produção brasileira. E também registra um custo médio por hectare bastante elevado, entre R$ 90 mil a R$ 120 mil.

“No caso do tomate, um problema comum é a traça. Antes, os agricultores realizavam em média 5 aplicações para o controle da praga e, atualmente o número está próximo a 12 aplicações”, explica Dornelas.

E para atender todas essas demandas do campo, a Corteva Agriscience conta um time de 25 pesquisadores no Brasil e um investimento próximo a US$ 16 bilhões em pesquisa e desenvolvimento, conforme ressalta o líder de Pesquisa e Desenvolvimento para o Brasil da Corteva, Rodrigo Neves. Já a Estação de Pesquisa da Corteva em Mogi Mirim, conta com 74 hectares e mais de 71 colaboradores, que trabalham no desenvolvimento e testes dos produtos.

“Precisamos ouvir o produtor para entender as necessidades que ele tem e assim, de forma mais assertiva, construir as melhores soluções para a cadeia”, afirma Alison Rampazzo, Gerente de Marketing de Hortifrúti, Café e Citrus na Corteva Agriscience. Atualmente, o setor de Hortifruti representa em torno de 5% do faturamento da empresa.

A repórter viajou a convite da Corteva Agriscience

Publicado por Fernanda Custódio

Formada em Comunicação Social pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas). Trabalha há mais de 6 anos com produção de conteúdos jornalísticos para o agronegócio.

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