EUA: De olho no clima, preços registram semana positiva em Chicago

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A semana foi positiva aos preços futuros do milho e soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT). As cotações das duas commodities permanecem sendo sustentadas pelas preocupações com o clima no Meio-Oeste norte-americano, que já atrasou o plantio da safra 2019/20 e, atualmente, traz especulações sobre o real tamanho das produções.

De acordo com informações reportadas pela Reuters Internacional, o vencimento julho/19 do milho atingiu, ao longo do pregão desta sexta-feira (14), o patamar de US$ 4,57 por bushel, o mais alto desde junho de 2014.

"Os atrasos nos plantios sem precedentes levantaram questões sobre o potencial tamanho da safra 2019, o que dá suporte aos preços", informou a Reuters Internacional.

A soja subiu em meio às perspectivas de chuvas nos próximos 15 dias, com maior precipitação prevista nos estados de Missouri, Illinois, Indiana e Ohio. No caso da oleaginosa, as principais posições fecharam a semana acima dos US$ 9,00 por bushel.

"O clima úmido persistente nessas áreas irá limitar o plantio restante da soja e, consequentemente, elevar o potencial de queda na área cultivada com o grão nesta safra. Além de grandes declínios na área plantada com o milho, que agora são inevitáveis", destacou a agência de notícias.

Plantio da safra 2019/20

Até o último domingo, os produtores plantaram 83% da área esperada com o milho nesta safra no país, de acordo com dados do USDA. O número ficou em linha com as estimativas dos participantes do mercado. Ainda assim, o índice cultivado está abaixo do registrado em igual período de 2018, de 99% e da média dos últimos cinco anos, também de 99%.

"Cada um dos 18 principais estados de produção já passaram de 50% da área plantada, mas alguns estados no leste do Corn Belt, como Indiana (67%), Michigan (63%) e Ohio (50%) ainda têm grandes áreas a serem cultivadas. Ainda segundo o USDA, apenas os estados da Carolina do Norte e Texas finalizaram o plantio do cereal", destacou o site internacional Farm Futures.

No caso da oleaginosa, o plantio passou de 39% para 60% em uma semana. O número ficou acima das expectativas dos investidores, de 56%. Contudo, assim como no milho, o índice está abaixo do observado em igual período de 2018, de 92% e da média dos últimos cinco anos, de 88%.

"Dos 18 principais estados de produção, sete não chegam a 50% plantados, incluindo Illinois (49%), Indiana (42%), Kansas (48%), Michigan (45%), Missouri (37%), Ohio (32 %) e Dakota do Sul (32%). Estados do sul do Mississippi (85%) e Louisiana (95%), juntamente com Dakota do Norte (88%), continuam a liderar os trabalhos nos campos", divulgou o Farm Futures.

*Com informações da Reuters Internacional e do Farm Futures

Publicado por Fernanda Custódio

Formada em Comunicação Social pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas). Trabalha há mais de 6 anos com produção de conteúdos jornalísticos para o agronegócio.

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