EUA: Preocupações com o clima sustentam preços da soja e do milho em Chicago

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Nesta quarta-feira (12), os contratos futuros de soja e milho, negociados na Bolsa de Chicago (CBOT), registraram a maior alta em uma semana, uma vez que as chuvas ameaçam atrasar ainda mais o plantio de ambas as culturas no país e colocar em risco o rendimento na safra 2019/20, segundo informações reportadas pela Reuters Internacional.

Os ganhos são registrados após o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reduzir consideravelmente a produção de milho norte-americano. Ainda nesta terça-feira, o órgão estimou a produção do cereal em 347,4 milhões de toneladas neste ciclo.

Em maio, a projeção era de 381,7 milhões de toneladas. As exportações de milho dos EUA foram revisadas de 57,7 milhões para 54,6 milhões de toneladas. Já os estoques finais sofreram um expressivo recuo, de 63,1 milhões para 42,5 milhões de toneladas.

"As fortes chuvas paralisaram o plantio nesta primavera e os participantes do mercado continuam incertos sobre quantos hectares de milho e soja serão plantados e o quanto será produzido", informou a Reuters Internacional.

E, de acordo com o presidente da corretora norte-americana Midwest Market Solutions, Brian Hoops, mais chuvas são previstas para o Corn Belt, incluindo partes de Missouri, Illinois, Indiana e Iowa.

As chuvas, se confirmadas, poderiam atrapalhar os produtores norte-americanos que ainda estão lutando para plantar milho ou soja. Tradicionalmente, a soja é semeada após o milho. E, o plantio tardio das culturas eleva os riscos de que os rendimentos possam ser comprometidos nesta safra, ainda conforme informações da Reuters Internacional.

Plantio da safra 2019/20

Até o último domingo, os produtores plantaram 83% da área esperada com o milho nesta safra no país, de acordo com dados do USDA. O número ficou em linha com as estimativas dos participantes do mercado. Ainda assim, o índice cultivado está abaixo do registrado em igual período de 2018, de 99% e da média dos últimos cinco anos, também de 99%.

"Cada um dos 18 principais estados de produção já passaram de 50% da área plantada, mas alguns estados no leste do Corn Belt, como Indiana (67%), Michigan (63%) e Ohio (50%) ainda têm grandes áreas a serem cultivadas. Ainda segundo o USDA, apenas os estados da Carolina do Norte e Texas finalizaram o plantio do cereal", destacou o site internacional Farm Futures.

No caso da oleaginosa, o plantio passou de 39% para 60% em uma semana. O número ficou acima das expectativas dos investidores, de 56%. Contudo, assim como no milho, o índice está abaixo do observado em igual período de 2018, de 92% e da média dos últimos cinco anos, de 88%.

"Dos 18 principais estados de produção, sete não chegam a 50% plantados, incluindo Illinois (49%), Indiana (42%), Kansas (48%), Michigan (45%), Missouri (37%), Ohio (32 %) e Dakota do Sul (32%). Estados do sul do Mississippi (85%) e Louisiana (95%), juntamente com Dakota do Norte (88%), continuam a liderar os trabalhos nos campos", divulgou o Farm Futures.

*Com informações da Reuters Internacional

Publicado por Fernanda Custódio

Formada em Comunicação Social pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas). Trabalha há mais de 6 anos com produção de conteúdos jornalísticos para o agronegócio.

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