Comissão da Pecuária de Corte da Farsul debate fortalecimento do setor

A Comissão da Pecuária de Corte da Farsul esteve reunida neste segunda-feira, dia 3, na sede da Federação. Este foi o terceiro encontro após sua reinstalação e manteve a proposta de trazer informações para embasar as decisões e ações do grupo. Durante a tarde, foi debatida a disponibilidade de dados estatísticos do gado gaúcho, o prejuízo causado por zoonoses e o mercado interno e externo do setor. Para o coordenador da Comissão, Carlos Simm, essas primeiras reuniões formaram a base para definir o foco, indicando os encaminhamentos necessários. 

Para Simm, a ausência de dados estatísticos confiáveis é uma das maiores deficiências do estado. Ele cita o exemplo do Observatório Gaúcho da Carne que não é atualizado desde março de 2018 por falta de investimentos. As doenças que atingem o rebanho também é alvo de preocupação e tema dos debates. A Embrapa estima um prejuízo de R$ 171 milhões somente com a mosca da bicheira. A Secretaria da Agricultura tem um projeto de controle biológico por meio de machos estéreis. A medida já foi aplicada na América Central com resultados positivos. 

O coordenador também ressalta a questão do carrapato e a tristeza parasitária como um dos grandes problemas da pecuária gaúcha. Além das zoonoses, a marca a fogo e o corte em arames farpados acabam afetando a qualidade do couro que já sofre com a concorrência do couro sintético. Diante os desafios, Simm comenta as dificuldades enfrentadas pelos produtores. “Não é uma tarefa fácil, o problema é estrutural e já vem de muitos anos. Esse sistema cria dificuldade para quem quer empreender. Com regras desatualizadas o ente público não é parceiro é um agente que coloca só dificuldades. Enfim, os desafios são grandes, mas se trabalharmos juntos temos um caminho interessante. Não vai ser fácil, mas estou esperançoso”, conlui.

A reunião encerrou com o presidente do Sistema Farsul, Gedeão Pereira, sobre sua viagem à Ásia em companhia da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e lideranças do setor para a prospecção de mercados. Porém, Carlos Simm alerta para a necessidade de uma estruturação para atender a demanda. “A possibilidade é muito boa só que percebemos claramente que nós não estamos preparados aqui. Se vier uma demanda hoje para exportar, não estamos organizados de maneira eficiente”, avalia. Ele considera que é necessário a inclusão de novos participantes como indústrias de pequeno e médio porte por meio de estímulos para se transformarem em agentes exportadores”, comenta. A próxima reunião será no dia 1º de julho. Dando início a um processo de interiorização da comissão, ela será realizada em São Sepé.  

Fonte: Farsul

Redação Destaque Rural
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