Trump afirma que país não está pronto para acordo comercial com a China

Os Estados Unidos não estão prontos para fazer um acordo comercial com a China, disse o presidente norte-americano, Donald Trump, durante uma vista de Estado ao Japão.

"Acho que eles provavelmente gostariam de ter feito o acordo que tinham na mesa antes de tentarem renegociá-lo", disse Trump na segunda-feira em uma coletiva de imprensa em conjunto com o líder japonês, Shinzo Abe. "Eles gostariam de fazer um acordo. Não estamos prontos para fazer um acordo", reforçou o líder norte-americano.

Trump ainda afirmou que as tarifas americanas sobre os produtos chineses "podem subir muito, substancialmente, com muita facilidade". Seus comentários vieram depois que as negociações comerciais entre os dois países estagnaram no início desse mês. Cada lado, desde então, culpou o outro, e Trump ameaçou mais bilhões em tarifas.

O presidente norte-americano destacou que as empresas estão deixando a China para países sem tarifas, incluindo os vizinhos dos EUA e da Ásia, incluindo o Japão. Ainda assim, ele também expressou otimismo de que as maiores economias mundiais acabariam chegando a um acordo.

"Acho que em algum momento no futuro a China e os Estados Unidos terão absolutamente um grande acordo comercial, e estamos ansiosos para isso", relatou Trump. "Porque eu não acredito que a China possa continuar pagando, na verdade, centenas de bilhões de dólares em tarifas", acrescentou.

Nova retórica

Por algum tempo, os EUA “tiveram várias vozes sobre as negociações comerciais entre a China e os EUA. Às vezes, diz-se que um acordo será alcançado em breve, e às vezes é difícil chegar a um acordo", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lu Kang, em Pequim, quando questionado sobre os comentários de Trump.

"No mesmo período de tempo, a posição da China sempre foi a mesma", disse Lu. "A China sempre acreditou que as diferenças entre os dois países deveriam, é claro, ser resolvidas através de consultas amigáveis ??e negociações”.

No fim de semana, a China rejeitou a percepção de que as tarifas de Trump estão prejudicando sua economia.

As tarifas mais altas terão um impacto “muito limitado”, e prejudicariam os EUA tanto quanto, de acordo com Guo Shuqing, chefe do regulador bancário e de seguros da China. Guo é o mais alto funcionário financeiro chinês a comentar publicamente sobre o impasse comercial desde que as negociações se deterioraram.

Um comentário publicado pela agência de notícias oficial Xinhua News Agency acusou os EUA de "bode expiatório" da China por seu desequilíbrio comercial e até mesmo por questões econômicas domésticas, enquanto a mídia estatal chinesa pede resistência unificada à pressão estrangeira.

"Os Estados Unidos estão tentando fazer um acordo comercial desigual com a China, usando medidas como aumentos de tarifas e visando suas empresas de tecnologia", afirmou, enquanto elogia a "maior sinceridade" de Pequim nas negociações.

A China intensificou seu discurso anti-EUA desde que as negociações fracassaram e Trump colocou na lista negra a Huawei Technologies Co. e dezenas de suas afiliadas no início deste mês em uma tentativa de impedir seu acesso ao mercado norte-americano. Sua administração está considerando restrições em até cinco outras empresas de tecnologia chinesas.

Tradução: Fernanda Custódio

Fonte: Bloomberg

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