Massa de ar polar avança e traz frio para o Sul, informa Santos

Após a frente fria, uma massa de ar polar deve provocar queda nas temperaturas do sul do Brasil

Algumas áreas de instabilidades se formaram na quinta-feira (10) sobre grande parte da região centro-sul do Brasil, o que hoje (11) pode trazer chuvas sobre o norte do Mato Grosso do Sul, “nas regiões de fronteira com o Mato Grosso e na fronteira com Goiás. Depois a frente se afasta e nada de chuvas. Pode haver áreas de instabilidades, na segunda-feira (14), sobre o sul do Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, toda a metade sul de Goiás e no cerrado mineiro, durante a próxima semana”, informa o agrometereologista da Rural Clima, Marco Antônio dos Santos.

Dessa maneira, mais uma frente fria deve passar pelo país. “Como de costume toda semana uma nova frente fria avança, a cada sete dias, essa frente fria deixa novamente toda essa metade sul do Brasil com muita chuva. Voltando a chover no Estado de São Paulo mais para o final da próxima semana”, ressalta.

Porém, apesar das chuvas constantes no sul do Brasil, a metade sul do Rio Grande do Sul está seca, não está chovendo muito. “Está chovendo da metade norte do RS para cima, está chovendo pouco na metade sul do Estado, isso porque as águas estão mais frias no litoral gaúcho e catarinense. Como as águas do atlântico estão mais quentes nessa região, se vê os centros de baixa pressão se formando mais pelo Paraguai”, salienta o agrometereologista.

Após a passagem dessa frente fria, uma massa de ar polar avança no sul do Brasil, principalmente no Rio Grande do Sul, deve levar a quedas mais bruscas das temperaturas, tanto no RS, quanto na serra catarinense e extremo sul do Paraná lá para o dia 13, mas não há formação de geada, se tiver deve ocorrer nas áreas de altitude, nas regiões serranas, mas nada que traga problemas para as áreas produtoras de milho, café e cana-de-açúcar”, frisa.

No próximo fim de semana, o frio deve ser mais intenso, entre os dias 18 e 20. “Uma massa de ar polar entra novamente no final de semana, mas por enquanto ela até perdeu forças e não há previsões de formação de geadas”, conclui Santos.

 

Texto: Larissa Schäfer.

Larissa Schäfer
Publicado por Larissa Schäfer

Formada em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo (UPF).

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