Tempo instável no sul do Brasil e seca no oeste dos EUA, alerta Santos

Santos alerta para uma grande volatilidade climática daqui para frente nos EUA

Algumas áreas de instabilidades foram observadas em grande parte das regiões produtoras do Paraná e do Rio Grande do Sul nesta manhã de segunda-feira (7). “Esse sistema deverá avançar ao longo do dia sobre demais regiões do Paraná e sul e leste de São Paulo, nas demais regiões o tempo seguirá aberto e sem nenhuma previsão para chuvas e temperaturas em elevação”, informa o agrometereologista da Rural Clima, Marco Antônio dos Santos.

Na terça-feira (8) essas áreas de instabilidades ganham ainda mais força. “Com a chegada de uma frente fria no Rio Grande do Sul, toda a região sul do Brasil terá chuvas generalizadas em grande parte das regiões produtoras. E ao longo da semana essas áreas de instabilidades ganham um pouquinho mais de força e vem atingir áreas do sul do Mato Grosso do Sul e São Paulo deixando o tempo extremamente instável e com chuvas a qualquer hora do dia, principalmente, entre a quarta (9), quinta (10) e a sexta-feira (11)”, explica.

No entanto não há previsões de chuvas para as áreas produtoras do Mato Grosso, Goiás, boa parte de Minas Gerais, Rondônia, Pará e no Matopiba. Além disso, o tempo seguirá aberto também em grande parte do interior do nordeste.

As temperaturas deverão ficar mais elevadas ao longo dessa semana, uma vez que não há entradas de massa de ar polar de forte intensidade sobre o Sul do Brasil. “No entanto, é fato que após a passagem dessa frente fria no dia 8, as temperaturas podem cair um pouquinho, mas nada que venha ocasionar geadas na região centro-sul. Mas como de costume, o final de semana volta a ser marcada por temperaturas mínimas um pouco mais baixas, após a passagem da frente fria, mas repito sem previsões para geadas”, ressalta Santos.

Estados Unidos

Devido a previsão de seca nos Estados Unidos, há preocupação com a safra e com os estoques. “O fato das águas do pacífico, que banham toda a costa oeste dos EUA, estarem mais frias do que o normal irá deixar extremamente seco, com temperaturas bastante elevadas em grande parte das regiões produtoras dos Estados Unidos”, alerta o agrometereologista.

Com isso, muitos estados produtores podem sofrer com essa seca. “Boa parte do meio-oeste americano e sul e leste dos EUA, terão chuvas regulares ao longo das próximas semanas, no entanto os volumes previstos serão baixos, há previsão de chuva sim, mas serão baixas. E isso pode trazer grande preocupação para o mercado”, explica.

“Ainda não estamos afirmando que haverá quebra na produção dos EUA, mas é fato que há uma tendência de chuvas abaixo da média em junho e julho, o que é normal, pois o verão americano é mais seco, portanto, se vai ou não haver quebra de produtividade ao ponto de afetar os estoques é muito cedo para falar. Mas é fato que toda região oeste terá um tempo mais seco e temperaturas extremamente elevadas, estamos falando de Califórnia, Nevada, Utah, Arizona, Kansas, Novo México, Colorado, Montana, Oregon, Washington e Wisconsin”, acrescenta.

É importante ressaltar que às áreas mais afetadas serão no oeste, entretanto as maiores regiões produtoras de soja e milho estão localizadas no meio-oeste americano. “O oeste dos EUA vai realmente ser muito seco, mas o meio-oeste americano onde é o coração da produção de soja e milho dos EUA, ainda há previsões de algumas chuvas, abaixo da média e irregulares, mais há previsões de chuvas, diferentemente da região oeste”, frisa Santos.

 

Texto: Larissa Schäfer.

Larissa Schäfer
Publicado por Larissa Schäfer

Formada em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo (UPF).

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