Chuva e frio no Sul nos próximos dias, alerta agrometereologista

A frente fria avançou ao longo da semana, levando chuvas a fronteira oeste do Rio Grande do Sul e algumas áreas de instabilidade sobre o Paraguai, Santa Catarina e Paraná. “Os modelos sinalizam para hoje (28), tempo fechado e com chuvas a qualquer hora do dia sobre grande parte do Rio Grande do Sul de forma generalizada, mantendo assim uma baita condição para o desenvolvimento das lavouras, preparo de solo e etc., para o plantio das lavouras de inverno, em especial o trigo”, informa o agrometereologista da Rural Clima, Marco Antônio dos Santos.

Chove também em grande parte de Santa Catarina e em algumas áreas do extremo sul do Paraná, já nas demais regiões do Brasil o tempo segue aberto, sem previsões de chuva para essa sexta-feira. “No sábado (29), essa frente avança um pouco e leva chuvas a grande parte das regiões produtoras do norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e também no Paraná, no entanto, ela perde drasticamente suas forças, como já vem acontecendo”, explica.

E no domingo (30), ocorrem chuvas generalizadas em grande parte do Paraná e sul do Mato Grosso do Sul, mas já na segunda-feira (31) essa frente avança ainda mais enfraquecida. “Eu acredito que ao entrar no Brasil, essa frente vai perder ainda mais forças do que os modelos estão mostrando e as chuvas voltam a ficar irregulares, isso por que a região 1+2 ainda está fria”, ressalta Santos.

A região 1+2, localizada no Pacífico, esfriou bastante o que tirou a amplitude das chuvas. “No entanto, ela voltou a se aquecer e temos que aguardar os próximos dias para ver se a região se mantém nesse patamar ou se a temperatura cai. Pois, é fato que como a atmosfera não responde automaticamente, então esse aquecimento que aconteceu de terça-feira (25) em diante, não interferiu na frente que entrou, fazendo com que ela perdesse suas forças”, frisa.

A previsão para os próximos dias é de chuvas irregulares sobre grande parte das regiões produtores do Mato Grosso e São Paulo, enquanto Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná vão ter chuvas generalizadas, podendo alcançar, de maneira irregular, o sul de Minas Gerais e algumas áreas do triângulo mineiro. “Porém, se a região 1+2 de fato se aquecer, então poderemos ter chuvas mais generalizadas na próxima semana, ou seja, a partir de quarta-feira (2) as chuvas ganham mais amplitude, e ocasionam chuvas no Mato Grosso do Sul, interior de São Paulo, na metade sul de Minas Gerais, algumas regiões de Goiás e extremo sul do Mato Grosso", ressalta.

Dessa forma, na primeira semana de junho podemos ter chuvas mais regulares sobre as regiões centrais do Brasil. No entanto, as chuvas passam a ser mais frequentes no sul do país, o que é normal já que estamos passando por um período neutralidade (nenhum fenômeno atuando). “Teremos chuvas mais concentradas e regulares no sul do Brasil, do que na região central e norte do país, o que é normal para essa época do ano”, salienta Santos.

“Os modelos semanais, que foram atualizadas nessa madrugada, mostram que não há previsão de chuvas generalizadas sobre as regiões centrais e do Matopiba, a tendência agora é realmente chuvas concentradas no sul”, acrescenta.

Lavouras

Para as lavouras de inverno, como o trigo, a condição é ótima, enquanto para as lavouras de cana-de-açúcar, café e laranja a condição é relativamente boa, pois tem chuvas a cada 20 dias, mais ou menos, nas regiões produtoras. “Com relação a frio, falou-se muito de uma massa de ar polar, mas ela perdeu forças e não há previsões de que venham ocorrer frio intenso sobre as áreas produtoras de milho na semana que vem. Ainda assim, a temperatura cai e ocorrem novas ondas de frio, mas não ao ponto de ternos geadas, pelo menos por enquanto, nos próximos 10 a 15 dias em nenhuma região do país”, conclui Santos.

 

Texto: Larissa Schäfer.

Larissa Schäfer
Publicado por Larissa Schäfer

Formada em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo (UPF).

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