Economia

Após forte queda, milho apresenta uma leve recuperação

27/05/2021
Após forte queda, milho apresenta uma leve recuperação

Fonte: MilkPoint / Foto: Flickr

Após forte queda, milho apresenta uma leve recuperação

Depois de caírem 5,63% na sessão de ontem, os contratos futuros de maior liquidez do milho — atualmente os com entrega em julho — registraram leve alta nesta quarta-feira na bolsa de Chicago.

A valorização foi de 0,69% (4,25 centavos de dólar), a US$ 6,245 o bushel. No caso dos papéis com entrega em setembro a alta foi de 1,11% (6 centavos de dólar), a US$ 5,4725 o bushel.

O milho vem de expressivas quedas nas últimas duas semanas após alcançar, neste mês, seu maior patamar em oito anos. “Alguns dizem que o milho chegou ao topo, e eu digo: de jeito nenhum!”, enfatizou à Dow Jones Newswires o analista Daniel Flynn, do Price Futures Group.

Segundo ele, a oferta global ainda está apertada, o que deve fazer os preços subirem novamente no curto prazo. “Com a safra da América do Sul não parecendo tão grande e os estoques de passagem enfraquecidos, não há muita margem para erro”, acrescentou.

A soja teve mais um dia de queda e se aproximou da faixa dos US$ 14 por bushel em Chicago. O contrato para julho, atualmente o mais negociado, recuou 0,55% (8,25 centavos de dólar), a US$ 15,035 o bushel. O avanço acelerado do plantio nos EUA é o ponto de pressão do momento.

Segundo Matheus Pereira, da Pátria Agronegócios, “Sazonalmente, quando a safra tem um início saudável, esse período do ano é marcado por uma liquidação grande. Houve liquidação de muitas posições sobrecompradas”.

Pelo oitavo pregão seguido, o trigo fechou no campo negativo na bolsa de Chicago. O contrato para julho, vencimento mais negociado, caiu 1,22% (8 centavos de dólar), a US$ 6,485 o bushel. Na posição seguinte, para setembro, a baixa foi de 1,14% (7,5 centavos de dólar), a US$ 6,525 o bushel.

Segundo o Commerzbank, não há fundamentos que ajudem o cereal no momento, uma vez que as notícias apontam para uma boa oferta global. Ainda de acordo com o banco, informações de safra acima do esperado na União Europeia e colheita recorde na Índia fizeram pressão sobre as cotações nos últimos dias. Ademais, o único suporte para o trigo, o milho — pois um pode substituir o outro na produção de ração animal —, também perdeu força nas últimas semanas no mercado internacional. 

As informações são do Valor Econômico, adaptadas pela equipe MilkPoint.

Matheus Basso
Publicado por Matheus Basso

Estagiário de Jornalismo

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