Câmbio mais fraco afeta mercados de soja e milho, informa Ribeiro

Fechamento dos mercados de soja e milho na primeira quinzena de maio

Com dólar mais calmo, o ritmo dos negócios diminui na primeira quinzena de maio, para os mercados de soja e milho. “Nos últimos dias, o câmbio mais fraco, acabou pesando um pouquinho mais negativamente sobre as cotações da soja e também do milho, principalmente da soja”, informa o zootecnista e consultor de mercado da Scot Consultoria, Rafael Ribeiro.

Segundo Ribeiro, o avanço da semeadura de soja no Estados Unidos, acompanhando o dólar mais calmo, gerou uma alta de 60% na comparação anual e no acumulado de maio a alta foi de 1,6% no Porto de Paranaguá. “Então no dia 12 de maio as cotações da soja eram próximas a R$ 184 a R$185 por saca no porto de Paranaguá, e hoje (17) a referência está perto de R$ 177 a R$ 178 por saca”, explica.

Para o milho, o câmbio também vem pressionando negativamente, mas ainda assim a referência hoje (17) em Campinas São Paulo é R$ 107 por saca. “Um pouco abaixo dos R$ 108 a R$ 108,50 por saca que chegou na semana passada. Essa questão do câmbio mais fraco pesando um pouquinho negativamente sobre o milho, que hoje (17) o cenário é de baixa disponibilidade e assim deve seguir até meados de junho quando a colheita da segunda safra começa a ganhar força”, ressalta o especialista.

Ribeiro destaca que no fechamento da primeira quinzena de maio os preços do milho atingiram valores nominais recordes no mercado interno.  “Em função das incertezas com relação a segunda safra e o relatório da Conab, divulgado no dia 12, com a revisão para baixo na produção em relação ao relatório anterior. Então, peso do clima negativo, mas ainda assim, apesar do cenário mais fraco, a gente tem preços também em patamares elevados para o milho”, frisa.

No mercado a curto prazo para o milho e a soja, é preciso prestar atenção ao clima e ao câmbio. “Eu destacaria o clima, aqui no Brasil e nos Estados Unidos, e o câmbio como principais fatores de direcionamento da precificação desses grãos no mercado interno. No caso da soja, se o câmbio seguir mais fraco e a situação melhorar nos EUA tem espaço para recuos. E para o milho, eu acho que ele pode seguir mais frouxo, mas a condição tá mais complicada, devido a baixa disponibilidade e muitas incertezas com relação a safra que vai ser colhida agora em junho”, conclui Ribeiro.

 

Texto: Larissa Schäfer.

Larissa Schäfer
Publicado por Larissa Schäfer

Formada em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo (UPF).

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