Agricultura

Emater/RS-Ascar leva produtores da região de Ijuí para conhecer vantagens do silo secador de grãos

Baixo custo na implantação e alto valor agregado na venda do grão. Essas e outras vantagens, oferecidas pelo silo secador de grãos na temperatura ambiente, deixaram bem impressionados um grupo de produtores rurais durante visita a propriedades de Três Passos e Esperança do Sul, na região Celeiro do Rio Grande do Sul. A visita técnica dos produtores de Colorado, Quinze de Novembro, Ibirubá, Ijuí e Tenente Portela foi promovida pela Emater/RS-Ascar da região de Ijuí, que contabiliza até o momento 534 silos secadores instalados nesta região.

"Esse número muda toda semana, porque há construções em andamento", disse o extensionista rural da Emater/RS-Ascar, Antônio Altíssimo.

Com dois silos prontos, com capacidade para armazenar e secar isoladamente cinco mil sacos e outros dois silos do mesmo tamanho em construção, o jovem produtor rural Pedro Dockhorn só enxerga vantagens.

"Primeiro ponto, o grão fica na propriedade, então quem decide a venda e comercialização é o produtor. Segundo, este sistema é dimensionado pela Emater para a nossa propriedade, então o silo está de acordo com o plantio e colheita. Desde a viabilidade do projeto, a construção e agora durante o armazenamento, temos a orientação da Emater", disse Pedro.

O pai de Pedro, Jorge Dockhorn, explica que a decisão de investir foi bem calculada. "É costume nosso analisar, não embarcar na primeira conversa. Então, a gente foi conversando com as pessoas que já tinham silos, fomos olhar vários tamanhos, desde mil sacos até 30 mil e todos eles foram unânimes em dizer: faz que é um bom negócio, tu vais aproveitar as impurezas, os resíduos e todo o produto secado com o vento não perde a qualidade", justificou Jorge Dockhorn. "Eu acho que este investimento vai se pagar tranquilamente, vais ser um bom negócio", finalizou.

Em Esperança do Sul, onde a Emater/RS-Ascar contabiliza 108 silos secadores em funcionamento, o jovem Breno Schuch passa os dias atendendo clientes que chegam na propriedade. "Tem bastante procura, muita gente pedindo milho, quirera, e resíduo de milho que sai na pré-limpeza", disse Schuch, que tem dois silos com capacidade individual de armazenar e secar três mil sacos.

"A Emater oferece todo o cálculo do projeto do sistema de armazenagem, desde a moega, elevadores, pré-limpeza até o silo de alvenaria. Outra coisa que a Emater oferece é treinamento após a construção, nos meses seguintes, enquanto o produtor achar necessário", disse o extensionista rural da Emater/RS-Ascar Anselmo Granetto.

BENEFÍCIOS

Na lista feita pelos produtores aparecem os seguintes benefícios:
- Baixo custo de investimento na implantação;
- Baixo custo de secagem e armazenagem;
- Alta qualidade do grão;
- Fácil controle de pragas;
- Alto valor agregado na venda, com alta demanda;
- Armazena e seca o grão, ao mesmo tempo;
- Mantém o grão na propriedade, dando estabilidade à produção de comida para os animais;
- Seca todos os tipos de cereais (milho, soja, trigo, etc.).

FUNCIONAMENTO

A base do silo secador de grãos é feita com argamassa. As paredes de tijolos podem ser erguidas com argamassa ou cola sintética. Para sustentar a parede é necessário instalar uma tela de aço malha pop, do lado de fora e de dentro. Para finalizar, coloca-se o reboco em torno das paredes do silo secador.

O ventilador instalado na base da construção tem a função de jogar o ar com pressão para dentro do silo. O ar passa por entre os grãos e, ao sair pela parte superior do silo, leva embora a umidade. É desse modo que, lentamente, ocorre a secagem dos grãos.

INCENTIVO DO GOVERNO

Com o objetivo de melhorar a qualidade do grão, em especial do milho utilizado para alimentar as cadeias produtivas de aves, suínos e bovinos, o Governo do Estado lançou, em fevereiro de 2018, o Programa Estadual de Produção e Qualidade do Milho (Pró-Milho/RS). O Programa estimula a construção de silos secadores nas propriedades rurais, a fim de melhorar a etapa de armazenagem e secagem de grãos, atualmente considerada um ponto frágil das cadeias produtivas.

Com relação ao crédito, o Governo Federal disponibiliza uma linha de financiamento do Pronaf Mais Alimentos, que pode ser acessada pelos agricultores familiares, com prazo de 10 anos para pagamento e juros de 2,75% neste ano agrícola.

Fonte: Emater/RS

Matheus Basso
Publicado por Matheus Basso

Estagiário de Jornalismo

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