Exportações de carne bovina tem alta de 15% no faturamento

As exportações de carne bovina cresceram 15% em receita no comparativo com abril do ano passado, saindo de US$ 508 milhões para praticamente US$ 598 milhões, de acordo com dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Em toneladas, a alta foi de 7,3%, passando de 116,29 mil toneladas para 125,47 mil toneladas. Isso representa recorde de volume para o mês, superando a marca do ano anterior.

O mês de abril foi o melhor mês da história em algumas regiões, apesar de que as expectativas, previstas até a quarta semana de abril, não se concretizaram. “Observamos uma caidinha nas exportações, na semana passada estávamos em uma média de 7,1 mil toneladas de carne exportada por dia, e agora no fechamento do mês houve uma caída, indo pra 6,27 mil toneladas diárias, frente a abril 2020 (5,81 mil toneladas)”, informa o eng. agrônomo e analista de mercado da Scot Consultoria, Rodrigo Queiroz.

“Dessa maneira, em relação a preços a gente observou que a tonelada de carne bovina exportada está girando em US$ 4.765/t FOB, enquanto no ano passado foi negociado a US$ 4.372/t FOB. Os preços também foram impulsionados pelo maior volume embarcado”, frisa.

Mercado interno

O mercado físico boi gordo tem ligeira queda das cotações nas praças paulistas. “Os preços caíram em torno de R$ 5/@, porém as cotações continuam firmes, mas pressionados pela maior oferta de animais terminados, o que já era esperado nesse final de abril e início de maio”, comenta Queiroz.

Na última quinzena do mês a animal estava sendo negociada a R$ 312/@, preço bruto e a prazo. “Já tem ofertas em negociações, das industrias frigoríficas com os pecuaristas, por preços menores aos referenciados pela Scot Consultoria, entretanto ainda não é referência”, explica o especialista.

Geralmente nos meses de março e maio acontecem a maior oferta de animais terminados. “Mas março desse não teve força suficiente para pressionar as cotações. Então em maio, com a estiagem eminente, a qualidade das forragens nacionais perdendo qualidade e uma oferta de massas forrageiras também diminuindo devido ao menor índice pluviométrico, isso fez com que os pecuaristas tivessem que ajustar suas taxas de lotação”, ressalta Queiroz.

“A tendência é continuar com uma maior oferta de animais terminados, devido ao ajuste das taxas de lotação, E a expectativa é de preços pressionados na primeira quinzena de maio, sem descartar baixas nas cotações, porém, não temos expectativa de que os preços iram reduzir drasticamente ou expressivamente”, conclui.

Larissa Schäfer
Publicado por Larissa Schäfer

Formada em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo (UPF).

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