Exportações de carne suína tem alta de 38,8% em abril

As exportações de carne suína in natura totalizaram 87,314 mil de toneladas, um aumento de 38,8% em relação ao mesmo período 2020 (62,9 mil de toneladas), de acordo com dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O faturamento atingiu US$ 217,4 milhões, uma alta de 41,24%, frente a abril do ano passado (US$ 153,9 milhões). “Na média diária, os embarques de carne suína estão com crescimento maior que 60%, superando os embarques do ano passado”, informa o zootecnista e analista de mercado da Scot Consultoria, Felipe Fabbri.

Puxado pelas exportações em alta, retomada da demanda doméstica e ajustes de produção no setor, o mercado de suínos teve forte recuperação em abril. Nas granjas, o suíno era comercializado a R$ 100 no início de abril e “na última semana do mês o animal terminado foi negociado a R$ 160/@, o que representa um aumento de 3,2% no comparativo semanal, e no acumulado do mês os preços somaram uma alta de 60%”, Já no atacado a carcaça suína passou de R$ 8,20 para R$ 11,50 o quilo, nesse mesmo período. “No mercado atacadista, nesta última semana, um leve recuo com relação as cotações, puxado pelos aumentos significativos que nós tivemos nas semanas anteriores, e a carcaça suína foi negociada R$ 11,70 o quilo no mercado atacadista, um recuo de 2,5%”, explica.

Os ajustes de produção que o setor realizou ao longo de fevereiro e março acabaram resultando em menos ofertas de animais destinados ao abate agora em abril, o que acaba diminuindo a oferta no mercado doméstico. “A gente teve uma produção mais ajustada, refletindo em uma menor oferta no mercado e um aumento da demanda ao longo do mês de abril, por conta, principalmente, dessa nova rodada do auxílio emergencial”, frisa Fabbri.

“Os preços do suíno, que ao longo de março caíram, acabaram atraindo bastante os consumidores no mercado varejista, que ao longo de abril teve que recompor os estoques fazendo com que os preços tanto nas granjas, quanto no atacado, tivessem uma valorização significativa”, finaliza Fabbri.

Larissa Schäfer
Publicado por Larissa Schäfer

Formada em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo (UPF).

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