Frente fria traz chuvas mais generalizadas no Sul, informa Santos

A formação de uma frente fria no Rio Grande do Sul a partir de quinta-feira (15), faz com que as áreas de instabilidade ganhem um pouco mais de força. “Há possibilidades de novas pancadas de chuva na quarta-feira sobre o sul do Mato Grosso do Sul, na faixa oeste do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e extremo sudoeste do Paraná”, informa o agrometereologista da Rural Clima, Marco Antônio dos Santos.

“Há previsões de manutenção das chuvas em grande parte da região norte do Brasil, então norte do Mato Grosso, na região do vale do Araguaia podem ocorrer algumas chuvas, assim como, na região norte de Goiás e Tocantins. No entanto, nesse miolo do Brasil (região central do país) pegando boa parte do Mato Grosso, norte do Mato Grosso do Sul, metade sul de Goiás, cerrado e triângulo mineiro, boa parte de São Paulo, norte do Paraná (apesar do estado poder ter algumas eventuais pancadas de chuva), a tendência é de pouquíssimas chuvas”, acrescenta o especialista.

Essa frente fria traz chuvas mais generalizadas sobre boa parte das regiões produtoras do norte da Argentina, Paraguai, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, oeste do Paraná e grande parte do Mato Grosso do Sul na sexta-feira (16). E no sábado (17), essas áreas de instabilidade ganham ainda mais força sobre a faixa oeste da América do Sul, em especial sobre o Brasil. “Então volta a ter uma condição mais favorável a chuvas generalizadas e, sobretudo, em bons volumes sobre grande parte das regiões produtoras do sul, sudeste e centro-oeste, assim como, em boa parte do Matopiba”, enfatiza Santos.

“Então é uma segunda quinzena de abril muito mais úmida do que a primeira. As temperaturas do Pacífico voltam a se aquecer um pouco nessa semana, levando chuvas mais generalizadas em grande parte das regiões. Ou seja, a segunda quinzena de abril volta a ser marcada por chuvas mais regulares e até mesmo, em alguns momentos, acima da média em boa parte das regiões produtoras de milho safrinha”, reforça o agrometereologista.

Estiagem

A semana continua com previsão de poucas chuvas, apenas na forma de pancadas eventuais, o que para Santos mantém uma condição extremamente preocupante para as culturas do milho safrinha, algodão e feijão. “A ausência de chuvas essa semana pode trazer grandes impactos ao potencial produtivo dessas lavouras, que já estão comprometidas pelo plantio fora da janela ideal, um plantio muitas vezes sobre um excedente hídrico acentuado como foi o caso de algumas lavouras do Mato Grosso e de Goiás”, salienta Santos.

“Algumas áreas do Paraná foram plantadas na primeira quinzena de março com água e depois, de lá para cá, já não choveu mais, então tem áreas de 30 dias sem chuvas, e essa semana vamos colocar mais uns quatro a cinco dias sem chuva sobre o Brasil, isso pode agravar ainda mais as condições fisiológicas das lavouras de milho, algodão e feijão”, finaliza o agrometereologista.

Larissa Schäfer
Publicado por Larissa Schäfer

Formada em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo (UPF).

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