Mercado suinícola tem queda de 33% nos preços em março

Apesar do cenário de exportações firmes, a demanda interna fraca derrubou os preços do suíno em março. “O incremento das exportações foi de 46,3% de aumento na média diária, com relação ao mesmo período do ano passado, porém mesmo com as exportações em bom ritmo, o mercado doméstico não estava aguentando os preços do suíno terminado nas granjas paulistas. Nós observamos uma queda nas granjas, ao longo do mês, de 33,3%, saindo de R$ 150/@ no dia 1º e encerrando o mês, dia 31, em R$ 100/@”, explica o zootecnista e analista de mercado da Scot Consultoria, Felipe Fabbri.

No comparativo anual, de acordo com dados da Scot Consultoria, o valor de R$ 100/@ é 4,2% maior com relação ao mesmo período do ano passado, porém os preços dos insumos também tiveram alta este ano. Em São Paulo, os preços do milho e a soja tiveram alta de 58,5% e 67,5%, respectivamente, no comparativo anual. Hoje 70% dos custos de alimentação estão relacionados aos preços desses insumos, sendo assim há uma redução nas margens do sistema de produção suinícola.

No atacado a movimentação foi semelhante. “A movimentação diminuiu no mercado doméstico, que é responsável por quase 80% a 75% do consumo de carne suína, e os preços no atacado caíram 26,1%, aqui em São Paulo, saíram de R$ 11,10 o quilo, para R$ 8,20 o quilo, no dia 31 de março”, ressalta Fabbri.

Um dos fatores que contribui para a queda dos preços, são os ajustes nos plantéis de produção, para compassar a oferta com a demanda. “Tivemos uma demanda compassada e um aumento da oferta da animais terminados, alguns produtores abriram mão de matrizes para ajustar o seu plantel de produção, realizando descartes mais cedo, e com isso, os preços acabaram despencando, com aumento de oferta e também associado ao consumo mais comedido”, salienta o analista de mercado.

Outro fator foi “o lockdown em boa parte das cidades e no interior, , os comércios sendo fechados novamente, o que gerou dificuldade no escoamento”, conclui Fabbri.

Larissa Schäfer
Publicado por Larissa Schäfer

Formada em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo (UPF).

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