Preço do frango vivo bate recorde nominal em março, afirma Fabbri

Os indicadores do frango encerram o mês de março com preços firmes. O frango foi uma das únicas proteínas que o consumo não retraiu na primeira quinzena do mês, com uma demanda bem firme no mercado doméstico. “Nas granjas paulistas o preço do frango vivo bateu recorde nominal, negociado a R$ 4,70 o quilo, apesar disso, os custos de produção ainda seguem pressionando a atividade”, informa o zootecnista e analista de mercado da Scot Consultoria, Felipe Fabbri.

De acordo com Fabbri, na primeira quinzena os preços da proteína no atacado tiveram uma alta de 6,4%, enquanto na segunda quinzena a queda foi de 5,1%. “Considerando frango, ovos e suíno, o rango foi a única proteína que registrou alta na primeira quinzena no acumulado do mês de março. Porém, na segunda quinzena, assim como as demais proteínas, a carne de frango acabou perdendo força, ou seja, uma alta de 6,4% na primeira quinzena, e uma queda de 5,1% na segunda quinzena. Essa queda ocorreu em todas as proteínas, por conta do menor poder de compra da população”, explica o especialista.

Apesar disso, as exportações seguiram firmes ao longo de março. “A carne de frango teve um incremento nas exportações de 7,18% na média diária embarcada, com relação ao mesmo período do ano passado, foram embarcadas 15,96 mil toneladas por dia, então tivemos um incremento no comparativo anual. E a demanda interna ainda bastante firme, mantendo os preços no atacado em alta ao longo de março, com um aumento de 0,9%”, conclui Fabbri.

Larissa Schäfer
Publicado por Larissa Schäfer

Formada em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo (UPF).

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