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Negócios seguem em ritmo lento e preços do suíno voltam a cair

26/03/2021
Negócios seguem em ritmo lento e preços do suíno voltam a cair

Fonte: Agência SAFRAS / Foto: Flickr

Negócios seguem em ritmo lento e preços do suíno voltam a cair

A evolução truncada dos negócios envolvendo o suíno vivo e a decisão dos frigoríficos de seguir cautelosos nas aquisições, apenas administrando os estoques, diante do cenário de consumo enfraquecido no mercado interno, contribuíram para uma nova queda de preços no Centro-Sul do Brasil.

Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Allan Maia, esse quadro não deve apresentar mudanças no curto prazo, dada a descapitalização das famílias e o impacto gerado pela pandemia de coronavírus no funcionamento de bares, restaurantes e outros estabelecimentos.

Maia destaca que o suinocultor está preocupado com a situação do quilo vivo, ainda mais que o custo de produção está com tendência de alta, espremendo as margens da atividade. “O milho não mostra sinais de inversão de tendência até este momento, sofrendo com restrição de oferta, com produtor focado na colheita da soja. O alto custo é uma variável que impõem dificuldade para o suinocultor reter os animais nas granjas”, pontua.

Por outro lado, Maia afirma que a exportação é o ponto que foge da espiral negativa, apresentando um ótimo desempenho, embora não consiga enxugar todo o excedente doméstico para garantir sustentação às cotações.

Levantamento semanal de SAFRAS & Mercado apontou que a média de preços do quilo do suíno vivo na região Centro-Sul do Brasil baixou 4,08%, de R$ 5,89 para R$ 5,65. A média de preços pagos pelos cortes de pernil no atacado caiu 2,14%, de R$ 12,00 para R$ 11,74. A carcaça registrou um valor médio de R$ 8,59, perda de 6,28% frente ao fechamento da semana passada, quando era cotada a R$ 9,16.

A demanda externa, por outro lado, segue aquecida, de acordo com Maia. Mesmo assim, os volumes embarcados têm sido insuficientes para trazer sustentação aos preços no mercado brasileiro de carne suína.

As exportações de carne suína fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 166,75 milhões em março (15 dias úteis), com média diária de US$ 11,12 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 66,16 mil toneladas, com média diária de 4,41 mil toneladas. O preço médio ficou em US$ 2.520,00.

Em relação a março de 2020, houve alta de 56,84% no valor médio diário da exportação, ganho de 53,3% na quantidade média diária exportada e valorização de 2,31% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

A análise semanal de preços de SAFRAS & Mercado apontou que a arroba suína em São Paulo baixou de R$ 110,00 para R$ 100,00. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo caiu de R$ 5,75 para R$ 5,70. No interior do estado a cotação mudou de R$ 6,15 para R$ 5,95.

Em Santa Catarina o preço do quilo na integração retrocedeu de R$ 5,95 para R$ 5,80. No interior catarinense, a cotação recuou de R$ 6,10 para R$ 5,85. No Paraná o quilo vivo teve queda de R$ 6,20 para R$ 5,80 no mercado livre, enquanto na integração o quilo vivo caiu de R$ 5,85 para R$ 5,80.

No Mato Grosso do Sul a cotação em Campo Grande mudou de R$ 5,30 para R$ 4,95, enquanto na integração o preço retrocedeu de R$ 5,70 para R$ 5,50. Em Goiânia, o preço baixou de R$ 5,90 para R$ 5,80. No interior de Minas Gerais o quilo do suíno continuou em R$ 6,00. No mercado independente mineiro, o preço passou de R$ 6,20 para R$ 6,10. Em Mato Grosso, o preço do quilo vivo em Rondonópolis caiu de R$ 5,25 para R$ 4,80. Já na integração do estado o quilo vivo passou de R$ 5,65 para R$ 5,50.

Fonte: Agência SAFRAS 

Matheus Basso
Publicado por Matheus Basso

Estagiário de Jornalismo

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