Milhetos graníferos promovem ao produtor rural aumento de lucratividade e de qualidade do solo

Híbridos graníferos tem alta produtividade, ultrapassando 50 sacas por hectare, e reduzem os riscos para o agricultor; melhoria da área é sentida pelas culturas subsequentes

Os híbridos graníferos de milheto aumentam a lucratividade do produtor rural e proporcionam a redução de nematoides, conforme apontam os trabalhos a campo em lavouras comerciais realizados pelo Departamento de Pesquisa ATTO Sementes. O retorno ao agricultor se deve a alta produtividade de grãos alcançada pelos híbridos bem como retorno indireto sobre a soja.

“Geralmente o agricultor acaba plantando o milho na 2ª safra, mas, para os plantios após 25 de fevereiro, nossos híbridos de milheto tem um encaixe perfeito. Isso porque os cultivares são eficientes em aproveitar a água disponível, e o produtor minimiza os riscos inerentes a essa época, conseguindo obter renda num momento que não teria, além de deixar muitos benefícios para a cultura subsequente”, afirma o diretor comercial da ATTO Sementes, Juca Matielo.

Esse ganho pode ser visto em relação à produtividade da soja. Segundo Matielo, o aumento se deve ao fato do milheto ter um sistema radicular profundo e abundante. “Assim, ele recicla os nutrientes que se encontram nas faixas de solos mais profundas, disponibilizando-os para a próxima cultura”, afirma.  Estudos do Departamento de Pesquisa ATTO Sementes demonstram que o aumento de produtividade da soja, sobre a palhada de milheto, pode chegar a 3,48 sacas a mais por hectare, ou seja, mais de R$ 550 em ganhos indiretos considerando preço da saca de soja de fevereiro de 2021. “Por sua alta sinergia com a soja, o agricultor consegue ganhos diretos e indiretos com a cultura do milheto, aumentando a sua rentabilidade como um todo”, destaca Matielo. 

A sinergia dos híbridos de milheto graníferos ADRG 9060 e ADRG 9070 com a soja garante também a redução da população de um nematoide que afeta muito a produtividade da oleaginosa, o Pratylenchus brachyurus. “Dessa forma, o milheto acaba sendo uma cultura muito interessante para ser plantada na segunda safra, pois, além de ajudar na produtividade da soja, oferece ainda ganhos para o produtor”, destaca.

Mais de 50 sacas por hectare

Apesar de ser uma cultura utilizada também para proteção e melhorias dos solos, o milheto se mostra uma excelente alternativa para a comercialização de grãos. A produtividade pode ultrapassar 50 sacas por hectare.

O mercado de grãos de milheto já está consolidado por sua qualidade e diferenciais e, por isso, apresenta alta liquidez, com preços atingindo 90% do valor do milho na maioria das regiões produtoras.

O agricultor Armiston Cassiano Barbosa, da cidade de Poxoréu (MT), chegou a colher 51 sc/ha de milheto, plantando os híbridos da ATTO Sementes. Além da produtividade, ele destaca a qualidade gerada no solo. “O milheto fez um ótimo trabalho na correção do solo, pois conseguiu reciclar os nutrientes e ajudou muito quando plantei a soja em sequência”, destaca.

O engenheiro agrônomo Wilson Takuro Higuchi, que trabalha numa propriedade agrícola no município de Formosa do Rio Preto (BA), também chegou a esse patamar de produtividade, de 51 sc/ha. Além de produzir os grãos, utilizou a palhada no preparo de solo.

Grãos com alta liquidez

Os grãos do milheto se mostram no mercado uma boa opção de formulação de rações para aves, na suinocultura e pecuária e, por isso, apresentam excelente liquidez para o produtor, chegando a valer 90% do preço do milho. O teor de proteína produzido a partir dos híbridos graníferos chega a 14%. Portanto, o grão consegue gerar uma ração de alta qualidade aos animais, diminuindo os custos. 

O produtor de ovos do município de Garça (SP), Wilson Makoto Kawakita, utiliza o milheto como ração para suas aves há seis anos. Antes, comprava o milho para a alimentação das galinhas, porém percebeu a economia que poderia trazer e decidiu por usar somente o milheto. “Ele é mais barato que o milho e a produtividade das aves é a mesma. Por isso, compensa mais usar o milheto”, destaca.

Larissa Schäfer
Publicado por Larissa Schäfer

Formada em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo (UPF).

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