Economia

Preços sobem em janeiro, mas negócios seguem escassos no Brasil

01/02/2021
Preços sobem em janeiro, mas negócios seguem escassos no Brasil

Fonte: SAFRAS & Mercado/Foto: Divulgação

Preços sobem em janeiro, mas negócios seguem escassos no Brasil

Os preços da soja subiram em janeiro no mercado doméstico brasileiro, acompanhando a valorização dos contratos futuros em Chicago e a alta do dólar. Mas o ritmo dos negócios seguiu lento, com os produtores atentos aos problemas com o clima e seu impacto sobre o desenvolvimento das lavouras.

     Durante o mês, a saca de 60 quilos subiu de R$ 145,00 para R$ 166 em Passo Fundo (RS). Em Cascavel (PR), o preço passou de R$ 145,00 para R$ 172,00. No Porto de Paranaguá, a cotação avançou de R$ 151,00 para R$ 168,00 no período.

     Boa parte dos ganhos no Brasil foram consequência do desempenho dos contratos futuros em Chicago. A posição março subiu 3,22% no mês, saltando de US$ 13,11 para US$ 13,53 por bushel. Na máxima do mês, o contrato encerrou na casa de US$ 14,30 no dia 14, refletindo o relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que indicou um cenário de aperto na oferta mundial e norte-americana da oleaginosa.

     A alta no balanço do mês foi garantida pela demanda firme pela soja americana e pelo sentimento de que a procura, principalmente por parte da China, deve permanecer por mais um tempo voltada aos Estados Unidos. Tudo por conta do atraso no plantio e na colheita da soja brasileira, reflexo do clima irregular.

     O dólar comercial subiu 1,65% no mês, contribuindo para a elevação das cotações domésticas. A moeda americana encerrou o dia 28 a R$ 5,436. Do exterior, o quadro de aversão ao risco com as dúvidas sobre a recuperação da economia mundial devido ao coronavírus ajudou a dar sustentação à moeda americana. No Brasil, há a preocupação com a política fiscal do governo Bolsonaro.

Fonte: Agência Safras 

Publicado por Caroline Ronsoni

Estagiária de Jornalismo

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