Argentina aumenta sua produção de leite em meio à crise do setor lácteo no país

A produção de leite na Argentina tem apresentado crescimento constante ao longo deste ano, posicionando-se como o país que mais a aumentou na comparação interanual entre os principais produtores mundiais, mesmo com o impacto da pandemia e uma crise econômica que se agravou no últimos meses. No entanto, o clima mais seco que promete durar alguns meses e o congelamento do preço pago ao produtor em um contexto de forte alta de custos sugerem que em 2021 haverá queda na produção.

Segundo relatório do Observatório da Cadeia Leiteira Argentina (OCLA), a produção de leite argentina cresceu 7,8% entre janeiro e setembro deste ano, atingindo 7,991 bilhões de litros em relação ao mesmo período do ano passado e promete fechar 2020 em 10,950 bilhões de litros, o que significaria um aumento de 5,9% em relação ao ano anterior.

Esse crescimento está acima dos 5,8% do Uruguai e 6,3% do Chile, para citar alguns países da região e supera o aumento de 0,9% na Nova Zelândia, 4,2% na Austrália e 1,9% dos Estados Unidos, grandes produtores de leite.

As informações são do El País Digital, traduzidas pela Equipe MilkPoint.

 

Uruguai: produção de leite se aproxima de 2 bilhões de litros

Os produtores de leite do Uruguai aumentaram sua produção enviada às unidades industriais do país em 5,6% nos primeiros 10 meses de 2020, em relação ao mesmo período do ano passado, atingindo 1,701 bilhão de litros quando no mesmo período de 2019 a produção destinada às fábricas foi de 1,61 bilhão de litros.

Se nada de estranho acontecer, é muito provável que neste ano a produção volte a ultrapassar 2 bilhões de litros, algo que só aconteceu duas vezes: em 2013 quando atingiu 2,017 bilhões e em 2018 quando atingiu 2,063 bilhões.

Comparando a produção mensal, em outubro de 2020, foram enviados 223 milhões de litros, 4,8% a mais do que foi alcançado no mesmo mês do ano passado (213 milhões de litros).

O melhor outubro 

O volume de leite enviado durante o décimo mês de 2020 é o máximo desde que os registros começaram a ser feitos. Com base na análise de técnicos do Instituto Nacional do Leite (Inale), a produção e remissão nesse período é uma das melhores dos últimos anos.

A produção total em 2019 foi de 1,970 bilhão de litros, com queda de 4,5% em relação a 2018. Em 2018 havia crescido 8,4% em relação a 2017 e era então o maior da história desde que há recordes (a partir de 2002), com 2,063 bilhões de litros.

As informações são do El Observador, traduzidas pela Equipe MilkPoint.

Redação Destaque Rural
Publicado por Redação Destaque Rural

Portal Destaque Rural

Enviando