Emater/RS-Ascar realiza curso sobre gênero

Teve início nesta quinta-feira (05/11) o primeiro módulo do curso sobre ATERS (Assistência Técnica e Extensão Rural e Social) Mulheres Rurais. A capacitação é oferecida aos extensionistas rurais da Emater/RS-Ascar, vinculada à Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr).


"A participação da mulher no núcleo familiar e nos negócios é fundamental", disse o presidente da Emater/RS, Geraldo Sandri, ao situar a mulher no campo do desenvolvimento rural sustentável. "Falar em desenvolvimento rural sustentável sem valorizar e analisar a participação da mulher seria injusto ou ficaria incompleta essa colocação", disse Sandri.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as mulheres representam aproximadamente 48% da população que mora no meio rural brasileiro. No Rio Grande do Sul, cerca de 44 % do público assistido pela Emater/RS-Ascar, no ano passado, é constituído por mulheres, de acordo com a gerente técnica adjunta, Luana Machado.

Igualdade de gênero

A professora do Programa de Pós-Graduação em Direito e do curso de graduação de Direito da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (Unijuí) Joice Nielsson explicou a origem do termo. Ao longo da história, a palavra gênero surge para diferenciar o papel que homens e mulheres têm a desempenhar na sociedade e a partir dai, teria começado a se cristalizar a desigualdade. Os padrões seriam traçados no berço: o quarto da menina, por exemplo, é pintado de rosa, onde ela brinca com bonecas (espaço doméstico). Meninos têm quarto azul e brincam com bola no espaço externo (público). Todavia, a sociedade deveria prover direitos iguais para homens e mulheres. "Quando falamos em igualdade de gênero, não significa que desejamos ser iguais. A igualdade não é de fato (biológica) mas de direitos", disse Joice.

O fracasso desses modelos pode resultar em violência e na sobreposição de um gênero sobre o outro. O menino que chora, no exemplo mencionado por Joice, pode receber um tapa, assim como a mulher pode ser retratada na publicidade como um objeto, a ser consumido e descartado.

A professora da Unijuí, no entanto, acredita que é possível produzir relações de gênero mais saudáveis, para que isso aconteça seria necessário que cada indivíduo refletisse sobre o significado dos padrões de gênero que a sociedade lhe impõe.

A extensionista rural da Emater/RS-Ascar, Silvana Canova, uma das mediadoras do encontro, destacou que o diálogo sobre direitos de gênero trás à tona a cidadania e o protagonismo da mulher. Isso ficará mais evidente nos próximos encontros virtuais, antecipou Silvana, quando os extensionistas rurais da Emater/RS-Ascar irão apresentar trabalhos realizados com grupos de mulheres em alguns municípios.

O segundo e último módulo do curso está previsto para março do ano que vem, conforme informou a extensionista rural da Emater/RS-Ascar, Clarice Emmel, vinculada ao Núcleo de Desenvolvimento Social da Gerência Técnica da Instituição.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar - Regional de Ijuí

Redação Destaque Rural
Publicado por Redação Destaque Rural

Portal Destaque Rural

Enviando