FAO: índice de preços globais de alimentos sobe 2%

O índice de preços globais de alimentos da FAO, o braço das Nações Unidas para agricultura e alimentação, subiu pelo terceiro mês consecutivo em agosto e voltou ao patamar observado em fevereiro, antes do recrudescimento da pandemia do novo coronavírus. O indicador chegou a 96,1 pontos, 1,8 ponto (2%) acima de julho e 2,1 pontos (2,2%) mais que em agosto do ano passado.

De acordo com a FAO, a queda do dólar em relação a outras divisas deu suporte aos preços internacionais da maioria das commodities agrícolas. Em agosto, os aumentos foram mais pronunciados nos mercados de açúcar e óleos vegetais e, em menor proporção, no de cereais. Carnes e laticínios, por sua vez, mantiveram-se estáveis.

O indicador que mede especificamente as oscilações do açúcar alcançou 81,1 pontos no mês passado, com alta de 5,1 pontos ante julho. “O último aumento refletiu as perspectivas de uma redução na produção devido a condições meteorológicas desfavoráveis na União Europeia e na Tailândia, o segundo maior exportador do mundo”, diz a FAO.

“A forte demanda por importações de açúcar da China, impulsionada pelo aumento sustentado do consumo interno, deu suporte adicional aos preços. No entanto, as expectativas de uma safra abundante na Índia contiveram a extensão do aumento das cotações.”

O índice dos óleos vegetais chegou ao maior patamar desde janeiro de 2020 - 98,7 pontos, 5,5 pontos acima de julho. O terceiro aumento mensal consecutivo observado no segmento refletiu principalmente a alta do óleo de palma e, em menor grau, da soja, da semente de girassol e do óleo de canola.

No caso dos cereais, os preços de sorgo, cevada, milho e arroz subiram por diferentes motivos e levaram o índice a uma alta de 1,8 ponto em agosto na comparação com o mês anterior, para 98,7 pontos.

No segmento das carnes, as cotações permaneceram no patamar de julho (93,2 pontos). Em agosto, as carnes bovina, ovina e de aves caíram, devido ao menor ritmo de importações. Em contrapartida, os preços da carne suína subiram após quatro meses de quedas consecutivas, sustentadas pelas importações da China e por uma pequena retração da oferta global.

Por fim, o índice de lácteos também ficou estável em agosto (102 pontos). Queijo e leite em pó integral tiveram quedas, mas manteiga e leite em pó desnatado subiram.

As informações são do Valor Econômico - Fonte: MilkPoint

Redação Destaque Rural
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