Como aumentar a eficiência reprodutiva de rebanhos leiteiros?

O setor leiteiro passou por um processo de seleção genética nas últimas décadas muito mais voltado para a produção de leite do que para outras características, como saúde, conformação, entre outras. Além disso, muitos foram os avanços feitos nas pesquisas na área de nutrição visando aumento na produção de leite. Porém, o que se vê hoje em dia é que essa “vaca moderna”, que pode atingir um alto nível de produção de leite, está sendo associada a uma menor fertilidade e menor eficiência reprodutiva.
 
Porém, isso não é verdade! É possível ter uma alta eficiência reprodutiva mesmo em fazendas com alta produção de leite. Para isso, é necessário não pensarmos somente no manejo reprodutivo, passando a ter uma visão holística do que está acontecendo com essa vaca leiteira moderna. 
 
A vaca leiteira moderna passa por todos os desafios associados ao período de transição, comumente sofre de estresse térmico, precisa de um manejo adequado no período seco para não afetar a lactação subsequente, pode ter desordens metabólicas e nem sempre é fruto de uma seleção genética adequada (hoje, essa seleção está começando a mudar para características de fertilidade e saúde). 
 
Somente depois que os fatores acima forem bem trabalhados é possível entrar no manejo reprodutivo propriamente dito. Os objetivos desse manejo reprodutivo são:
 
- Sistematização do manejo reprodutivo;
- Intensificação do uso de inseminação artificial em tempo fixo (IATF) no primeiro serviço;
- Reinseminar as vacas que ficaram vazias;
- Utilizar protocolos de IATF que otimizam a fertilidade.
 
Se tudo isso estiver acontecendo na fazenda, é possível obter:
 
- Altos índices reprodutivos;
- Alta taxa de prenhez aos 21 dias;
- Menor intervalo entre partos no rebanho;
- Maior produção de leite por vaca por ano dentro da fazenda;
- Maioria das vacas dentro do ciclo de alta fertilidade.
Fonte: MilkPoint

Redação Destaque Rural
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