Pecuária leiteira: Mastite pode ser prevenida e tratada

A mastite, também conhecida como mamite, é uma das doenças que causam mais prejuízos na pecuária leiteira. “Trata-se de uma inflamação que atinge a glândula mamária das vacas. Sua transmissão pode ser de vaca a vaca (mastite contagiosa) ou de origem do ambiente (mastite ambiental). “Por isso, precisa ser combatida com rapidez, pois os prejuízos podem ser muito expressivos”, alerta Guilherme Moura, gerente de serviços veterinários da área de grandes Animais da Vetoquinol Saúde Animal.

Segundo o Anuário do Leite 2019, da Embrapa Gado de Leite, o principal impacto econômico está associado à mastite subclínica, que representa em média 70% do total de perdas do leite. “Essa é mais perigosa devido à ausência de sintomas. Causa queda de produção e aumento do número de células somáticas. O produtor demora a notar sua presença porque não há inflamação ou alterações visíveis no leite. O diagnóstico é possível apenas por meio do California Mastitis Test (CMT)”, explica Moura.

Já a mastite clínica envolve a inflamação do úbere, além de alterações visíveis no leite, como diminuição do volume. Os animais também podem apresentar febre e falta de apetite.

A mastite resulta de um conjunto de fatores, variando desde as condições sanitárias do ambiente e equipamentos, até as condições de sanidade dos animais. “As boas práticas de manejo e ordenha são fundamentais como prevenção. O produtor precisa desinfetar os tetos antes e depois da ordenha. O teste da caneca de fundo escuro também ajuda na detecção da mastite clínica e utensílios e equipamentos devem ser higienizados sempre. É possível, portanto, preveni-la. “Porém, quando a mastite já estiver ocorrendo é preciso tratá-la com rapidez e eficácia”, orienta.

Tratamento da mastite: A Vetoquinol, uma das dez maiores empresas de saúde animal do mundo, desenvolveu um antibiótico injetável que é referência internacional no tratamento da mastite clínica, especialmente quando provocada pela bactéria E. coli. Trata-se do Forcyl, que tem como princípio ativo a  marbofloxacina 16%.

O principal benefício de Forcyl é sua  ação rápida e dose única, que maximizam a performance no tratamento. “Além disso, a carência para abate em bovinos é de apenas cinco dias após a última aplicação e de dois dias para o leite produzido para consumo humano”, informa Humberto Moura, gerente de produtos de Grandes Animais da Vetoquinol Saúde Animal. “O produtor consegue, portanto, resolver o problema com eficácia e em curto espaço de tempo, evitando prejuízos maiores e retornando o animal mais rápido a produtividade”, finaliza.

Redação Destaque Rural
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