Preço do leite ao produtor cai pelo segundo mês consecutivo

Os preços do leite pago ao produtor caíram pelo segundo mês consecutivo. No entanto, o recuo médio foi menor, de 1,6%, frente à queda de 4,1% no pagamento anterior.

Considerando os 18 estados pesquisados pela Scot Consultoria, o leite padrão ficou cotado, em média, em R$ 1,204 por litro no pagamento realizado em agosto, referente ao leite entregue em julho. Já os valores médios com as bonificações por qualidade e volume ficaram em R$ 1,565 por litro, sem o frete.

A produção de leite aumentando nas principais bacias leiteiras, com destaque para os estados do Sul, mantém a pressão de baixa no mercado brasileiro. O produtor está recebendo 3,4% menos na comparação com o mesmo período do ano passado.

Em julho, o volume captado (média nacional) aumentou 2,5%, e, em agosto, os dados parciais apontam para incremento de 0,7% na captação na comparação mensal.

Outro ponto importante é que as indústrias vêm tentando reverter a situação de margens apertadas (em muitos casos negativas), em função das valorizações da matéria-prima (leite cru) no primeiro semestre e dificuldade de evolução dos preços dos lácteos no atacado no mesmo período.

Para o pagamento a ser realizado em setembro/19, que remunera a produção entregue em agosto, o tom do mercado é de estabilidade, sendo que 68% dos laticínios pesquisados pela Scot Consultoria acreditam em manutenção das cotações, 16% falam em queda e 16% estimam alta (maioria no Nordeste).

Um ponto de sustentação está na produção de leite, que, apesar de ter aumentado nos últimos meses, os incrementos têm sido em um ritmo menor comparativamente com 2018. A forte queda do leite no último pagamento e os menores investimentos por parte do produtor na alimentação do rebanho colaboram com este cenário.

Para o pagamento de outubro (produção de setembro) o movimento de baixa deverá voltar a ganhar força, já com as pastagens em melhor qualidade e aumentos mais expressivos na oferta de leite no Brasil Central e região Sudeste.

Apenas na região Sul, o mercado sinaliza preços mais firmes, em função da produção menor nos estados a partir daí, com a saída dos animais das pastagens de inverno. (Fonte: Scot Consultoria)

Redação Destaque Rural
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