Do campo ao cocho: o que há de novas tecnologias para a produção de alimentos conservados?

Por Thiago Fernandes Bernardes*

A partir de meados da década de 90, as dietas de vacas em lactação começaram a sofrer profundas mudanças em termos de formulação de carboidratos, uma vez que 1. o balanceamento de fibra evoluiu para o uso de efetividade (foco em mastigação e saúde ruminal) e 2. a digestão do amido ruminal passou a ter maior relevância. Estes dois aspectos impulsionaram mudanças significativas na conservação de alimentos (principalmente as silagens).

A silagem de milho, que é a principal fonte de forragem na dieta de vacas em lactação, teve os seus conceitos de produção modificados, pois passou-se a discutir sobre processamento da porção vegetativa (fração fibrosa), bem como dos grãos. Desse modo, novas colhedoras foram criadas (autopropelidas), trazendo não só maior potencial de colheita (toneladas de forragem colhida/hora), mas também tecnologias no que se refere ao processamento do alimento para que o mesmo pudesse atingir os requerimentos nutricionais mais modernos.

No tocante a digestão de amido ruminal, os métodos de estocagem baseados em silagens de grãos úmidos de milho e de grãos reidratados de sorgo também ganharam força a partir da década de 90; mais recentemente, os grãos reidratados de milho e a silagem de espigas (Snaplage) se tornaram alvos de estudos e de adoção por parte dos nutricionistas.

Thiago será um dos palestrantes do Interleite Brasil 2019 e falará no painel “Gestão da produção de silagem e alimentos nas fazendas. O tema da sua palestra será “Do campo ao cocho: O que há de novas tecnologias para a produção de alimentos conservados? ”.

Como os animais passaram a receber mais amido degradável no rúmen, proveniente de silagens de grãos, houve a necessidade de uma segunda fonte de forragem na dieta para atender os requerimentos de fibra fisicamente efetiva e, desse modo, os fenos e os pré-secados se tornaram chave para um adequado balanceamento da dieta. Junto deles vieram uma revolução em termos de equipamentos de produção, tais como ceifadoras, ancinhos e enfardadoras.

Como os alimentos conservados passaram a ter maior importância dentro das fazendas leiteiras, passou-se a discutir mais sobre o controle de perdas e, desse modo, aditivos, sistemas de vedação, métodos de remoção da silagem e de mistura passaram a ser mais valorizados pelo mercado e pelo produtor.

Todas as tecnologias que surgiram no entorno da conservação de alimentos e seus reflexos sobre a eficácia das fazendas leiteiras nas últimas décadas, bem como as tendências para os próximos anos serão discutidas no mês de agosto em Uberlândia durante o Interleite Brasil 2019. Não percam!

Há 25 anos crescendo junto com o setor leiteiro, o Interleite Brasil é o evento que reúne toda a cadeia produtiva para falar de mercado, gestão, inovação e futuro.  Neste ano, novamente em Uberlândia/MG, nosso compromisso é fazer um evento imperdível, daqueles que você não se arrepende jamais de ter participado!  Neste ano, o Interleite Brasil contará com várias inovações. Uma delas é um painel de debate junto aos laticínios focado no relacionamento com o produtor e a coordenação da cadeia láctea. Algo totalmente novo e que também pretende movimentar o público e agregar no setor são os casos de sucesso oriundos de outros países. Resumindo? Você não pode perder! Confira a programação completa e faça a sua inscrição com 15% até o dia 25/07.

*Fonte: MilkPoint

Redação Destaque Rural
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