Após boletim do USDA, milho atinge limite de baixa na CBOT

Destaque Rural

As cotações futuras do milho negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) atingiram limite de baixa durante o pregão desta segunda-feira (12). As principais posições do cereal recuaram mais de 25 pontos e os primeiros vencimentos perderam o patamar de US$ 4,00 por bushel.

De acordo com informações das agências internacionais, os preços do cereal foram pressionados pelas novas projeções divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados do Unidos (USDA). O órgão estimou a safra norte-americana, do ciclo 2019/20, em 353,09 milhões de toneladas.

O número ficou acima do indicado no boletim passado, de 352,44 milhões de toneladas e também das expectativas dos investidores, de 334,37 milhões de toneladas. Os estoques finais do cereal no país passaram de 51,07 milhões para 55,40 milhões de toneladas.

Já a produção global de milho subiu de 1.105,14 bilhão de toneladas para 1.108,24 bilhão de toneladas. Os estoques finais mundiais passaram de 298,92 milhões para 307,72 milhões de toneladas.

A produção brasileira foi mantida em 101 milhões de toneladas e os estoques finais permaneceram em 6,31 milhões de toneladas do grão.

Na Argentina, a produção também foi mantida em 50 milhões de toneladas. Os estoques do cereal passaram de 6,09 milhões para 5,59 milhões de toneladas.

Enquanto isso, os futuros da soja também recuavam na CBOT. As principais posições da commodity registravam perdas de mais de 12 pontos, perto das 15h00 (horário de Brasília).

Para a soja, o USDA estimou a safra norte-americana, da temporada 2019/20, em 100,1 milhões de toneladas. O número ficou abaixo do indicado no relatório de julho, de 104,64 milhões de toneladas. A estimativa média dos investidores estava em 102,96 milhões de toneladas.

Os estoques finais de soja dos EUA passaram de 21,63 milhões para 20,54 milhões de toneladas. Os investidores estimavam os estoques em 22,26 milhões de toneladas.

A safra global de soja foi projetada pelo departamento em 341,83 milhões de toneladas e os estoques finais em 101,74 milhões de toneladas. Em julho, os números eram de 347,04 milhões de toneladas e 104,53 milhões de toneladas, respectivamente.

Para o Brasil, o USDA manteve a sua projeção em 123 milhões de toneladas para a safra. Já os estoques finais da temporada 2019/20 recuaram de 27,45 milhões para 27,35 milhões de toneladas.

Do mesmo modo, a produção de soja da Argentina foi mantida em 53 milhões de toneladas. Os estoques finais do grão apresentaram aumento, passando de 26,20 milhões para 27,20 milhões de toneladas.

Publicado por Fernanda Custódio

Formada em Comunicação Social pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas). Trabalha há mais de 6 anos com produção de conteúdos jornalísticos para o agronegócio.

Enviando