Agronegócio

EUA: O que perdemos na guerra comercial com a China?

As exportações agrícolas dos EUA para a China representaram 5% dos recebimentos de caixa do país em 2017. A nação asiática representa uma das melhores oportunidades para um grande crescimento das exportações no futuro próximo e a longo prazo. Mas as ramificações da disputa comercial continuam afetando os produtores norte-americanos.

No final de junho, o presidente Donald Trump e o presidente da China, Xi Jinping, pediram uma trégua para aumentar as tarifas sobre o restante das exportações chinesas, mas as tarifas já instituídas anteriormente continuarão. Trump novamente prometeu que o país asiático começaria a comprar "grandes quantidades" de produtos agrícolas norte-americanos como parte das discussões mais recentes.

Não parece uma solução iminente. Chad Hart, economista da Iowa State University, diz que os negociadores têm "um longo caminho para ter um acordo comercial", e qualquer coisa com a China não será nada como o acordo comercial norte-americano ou o acordo da Coreia.

"Para mim, a melhor coisa a ser feita seria um acordo para reverter as tarifas atualmente sendo erguidas e construir um acordo comercial em algum momento", diz Hart. "Mesmo quando trabalhamos com países com os quais nos damos bem, como Canadá e México, levamos 14 anos. Você não vai chegar a um acordo muito mais rápido com um país com esse ponto de partida diferente. As tarifas podem ser revertidas no curso de um tweet. Acordos comerciais levam anos, se não décadas, para construir", explica o economista.

Tradução: Fernanda Custódio

Fonte: Farm Futures              

Publicado por Fernanda Custódio

Formada em Comunicação Social pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas). Trabalha há mais de 6 anos com produção de conteúdos jornalísticos para o agronegócio.

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