Milho: USDA reduz projeção da safra e estoques finais dos EUA

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O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reportou nesta terça-feira (11) seu novo relatório de oferta e demanda de grãos dos Estados Unidos e mundial. E, assim como esperado pelos investidores, o órgão revisou para baixo, para 347,4 milhões de toneladas a produção norte-americana de milho da temporada 2019/20.

Desde o início do plantio da nova safra, o clima adverso tem comprometido o andamento dos trabalhos nos campos no Meio-Oeste do país. Até o último domingo, os produtores norte-americanos semearam 83% da área prevista com o milho, contra 99% registrado em igual período do ano anterior e também da média dos últimos cinco anos.

Em maio, o USDA projetou a safra de milho em 381,7 milhões de toneladas. As exportações de milho dos EUA foram revisadas de 57,7 milhões para 54,6 milhões de toneladas. Já os estoques finais sofreram um expressivo recuo, de 63,1 milhões para 42,5 milhões de toneladas.

A safra global de milho também sofreu alterações, sendo estimada em 1.099,1 bilhão de toneladas contra 1.133,7 bilhão de toneladas projetadas em maio. Os estoques finais passaram de 314,7 milhões para 290,5 milhões de toneladas.

Enquanto isso, a produção brasileira de milho foi mantida em 101 milhões de toneladas. As exportações também ficaram em linha com o relatório passado, de 34 milhões de toneladas. Já os estoques finais caíram de 8,3 milhões para 7,3 milhões de toneladas.

Para a Argentina, o USDA trouxe um leve aumento na produção de 49 milhões para 50 milhões de toneladas. As exportações do cereal também subiram de 32,5 milhões para 33,5 milhões de toneladas. Em contrapartida, os estoques finais recuaram de 7,5 milhões para 5 milhões de toneladas.

Soja

No caso da soja, o departamento manteve a projeção para a safra norte-americana em 112,9 milhões de toneladas. As exportações também ficaram em linha com o boletim anterior, de 53 milhões de toneladas. Já os estoques finais do país subiram de 26,4 milhões para 28,4 milhões de toneladas.

A produção mundial da oleaginosa sofreu leve redução, passando de 355,6 milhões para 355,3 milhões de toneladas. Os estoques ficaram em 112,6 milhões de toneladas, frente as 113 milhões de toneladas projetadas em maio.

Para o Brasil, o USDA estimou a produção em 123 milhões de toneladas, mesmo número divulgado no boletim anterior. As exportações e estoques finais também foram mantidos em 75 milhões de toneladas e 27,7 milhões de toneladas, respectivamente.

Do mesmo modo, a produção de soja da Argentina foi mantida em 53 milhões de toneladas. Os estoques finais ficaram em 27,2 milhões de toneladas, contra os 28,6 milhões de toneladas estimados em maio.

Publicado por Fernanda Custódio

Formada em Comunicação Social pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas). Trabalha há mais de 6 anos com produção de conteúdos jornalísticos para o agronegócio.

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